Variedades

Gagliasso defende beijo gay na TV

A rejeição do público pelas cenas de beijo gay e o conservadorismo que fez os autores mudarem o rumo dos personagens em Babilônia não passaram em branco durante a apresentação do 17º Prêmio Contigo de TV, realizado no Rio de Janeiro, na noite dessa segunda-feira (8). Bruno Gagliasso, que iniciou a trama como um gigolô, foi um dos que se manifestou contra a “onda” conservadora. "Em América , vivi um personagem que se descobria homossexual. Fiz com tesão, porque sou movido a tesão, paixão. Nessa novela gravamos um beijo gay e faltando uma hora para ir ao ar cortaram sem avisar aos atores. Fiquei muito triste porque me senti censurado. Quando teve a novela do Mateus Solano [ Amor à Vida ] fiquei torcendo muito porque achei que ia ser um grande passo para o Brasil. E agora faço uma novela com a Fernanda Montenegro, vi um beijo gay e não vi mais. Isso me deixou muito triste", disse.

Bruno  recebeu o troféu de Melhor Ator de minissérie, por seu trabalho como o serial killer Edu, na série Dupla Identidade , na noite desta segunda-feira (8). Em seu discurso de agradecimento, o ator lembrou a censura que sofreu com seu personagem gay em América e pediu o fim do retrocesso na televisão, citando as mudanças feitas em Babilônia , novela em que ele interpreta Murilo.

Gagliasso também afirmou ter escolhido ser ator pela vontade de transformar. Ele contou que precisou pedir para fazer o teste para interpretar o assassino em série de Dupla Identidade e que inicialmente foi desencorajado a pegar o papel por ser considerado muito jovem para o personagem."O que me move é a paixão. Não vamos dar um passo para trás. Vamos bater o pé. O desabafo é esse. Quero continuar fazendo o que eu faço para transformar, se não, vou deixar de fazer", disparou.

Um pouco antes de Gagliasso subir ao palco, o ator Luis Miranda também se mostrou indignado . Ele  escolhido o melhor ator coadjuvante e  recebeu o prêmio por sua interpretação da transgênero Dorothy, de Geração Brasil . "A gente está vivendo um momento de retrocesso, mas através da arte nós podemos transformar muita coisa",disse.

Luis Miranda ainda foi mais longe e falou que o “conceito evangélico” pode prejudicar o que seria um “país do futuro”. “ A Dorothy era o exemplo perfeito da mãe. Ela era uma mãe verdadeira. Precisamos ter muito cuidado com esse conceito evangélico. O único conceito de uma família tem que ser o amor. Não importa se tem duas mães ou dois pais”, falou.

Não querendo entrar na polêmica, a atriz Glória Pires, homenageada da noite, se conteve em elogiar sua  personagem e falar que as mudanças já estavam previstas, mesmo antes da rejeição do público. “ A Beatriz é uma personagem maravilhosa e não acho que ela ficou menos complexa agora. Todos nós mudamos , quando nos apaixonamos. Ela não seria diferente. Essa mudança já estava prevista depois da paixão pelo Diogo”, falou.

Na abertura, Fernanda Montenegro, apresentadora do prêmio, fez uma brincadeira sobre a polêmica envolvendo beijos gays na TV. "Convido ao palco essa pessoa que dividirá comigo o primeiro beijo gay do Prêmio Contigo!", disse ela ao anunciar a presença do ator Mateus Solano, para em seguida dar um selinho no ator.

Fonte: Terra

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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