O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) subiu o tom contra o governador Mauro Mendes (União) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), acusando-os de adotarem um “silêncio estratégico”. Segundo o parlamentar, ambos reconhecem internamente a eficiência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas omitem esse posicionamento em público para não desagradar a base eleitoral bolsonarista no estado.
Para Lúdio, a gestão estadual faz um cálculo político focado na autopreservação, ignorando o fato de que os resultados mais expressivos em Mato Grosso nas áreas de infraestrutura e habitação só ocorreram após a mudança de comando no Palácio do Planalto.
“A agenda do Lula não é uma agenda de campanha, é uma agenda de governo. Tanto o Pivetta quanto o Mauro Mendes reconhecem. Eles sabem que o Lula foi presidente de verdade do Brasil e que o Bolsonaro é um poço de incompetência. […] Agora, eles, como querem o voto dos eleitores do Bolsonaro, não dizem isso publicamente”, declarou o petista nesta quarta-feira (17).
O contraste na prática: Habitação e BR-163
Para sustentar sua crítica, Lúdio Cabral apresentou um comparativo entre as entregas realizadas pelo governo federal anterior e o atual, destacando a diferença no tratamento técnico e no repasse de recursos para Mato Grosso.
- Habitação Popular: O deputado destacou a retomada das parcerias no programa Minha Casa Minha Vida. “Quantas casas foram construídas em Mato Grosso quando o Bolsonaro foi presidente? Zero. Quantas foram construídas pelo Minha Casa Minha Vida com a parceria do governo do Estado? 40 mil moradias“, apontou Lúdio, reforçando que os líderes do Paiaguás escondem essas realizações propositalmente.
- Duplicação da BR-163: Lúdio lembrou que o travamento burocrático da rodovia, que se arrastou de 2019 a 2022, só foi resolvido no primeiro semestre da gestão Lula. Segundo ele, o aporte fundamental de R$ 5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) superou o modelo antigo, que dependia apenas da arrecadação de pedágio.
“O Mauro queria duplicar a BR-163 desde 2019 e não conseguiu duplicar um metro. Precisou o presidente Lula assumir a Presidência para Mato Grosso voltar a ter a duplicação. Nesses quatro anos, praticamente todo o trecho até Sinop estará entregue”, concluiu o parlamentar, atribuindo o sucesso da obra a uma “decisão política do governo Lula”.


