Cidades

Morte de trapezista do circo Broadway é investigada pela polícia

A Polícia Civil instalou um inquérito para apurar a morte do trapezista Rogendegson Ramos de Abreu, de 33 anos, que se feriu gravemente ao despencar de uma altura de quase 20 metros. Ele fazia uma apresentação pelo Circo Broadway – de sua família -, em Várzea Grande, no momento do acidente. Internado em estado grave, ele morreu nesta segunda-feira (18)

O caso aconteceu no dia 3 de junho, durante a noite. No momento da queda, havia cerca de 60 pessoas assistindo ao espetáculo. Segundo a Polícia Civil, as investigações estão em andamento desde o acidente. Os trabalhos são coordenados pelo delegado Bruno Barcelo Lima, da Primeira Delegacia de Polícia Civil de Várzea Grande.

A polícia destacou que não há um protocolo de segurança para as atividades circenses. No entanto, uma equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para apurar as condições de segurança. O Corpo de Bombeiros chegou a afirmar que as atividades estavam regulares.

No momento do acidente, o trapezista foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Lá, foi identificado com hemorragia interna, fratura na coluna e traumatismo craniano, e classificado com estado de saúde gravíssimo.

Devido ao caso, ele foi transferido para o Hospital São Benedito, em Cuiabá, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 15 dias. Lá, apresentou piora clínica, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

O corpo do rapaz foi levado pela família para Belo Horizonte, e enterrado no Cemitério Parque Bosque da Esperança, na manhã desta quinta-feira (21).

Entrevista ao Circuito Mato Grosso

Antes do acidente, o CMT chegou a fazer uma matéria especial com a família do Circo Broadway para entender como era a vida circense.

Fomos recebidos por Robert Ramos, apresentador do espetáculo. Ele nos contou que a companhia de entretenimento já possui 42 anos e contribui com todas as cidades por onde passam, gerando entre 20 e 30 empregos indiretos por temporada.

Segundo o apresentador, a tradição circense está na família há mais de 100 anos, sendo que ele aprendeu a arte com seu pai e avô. Com ele, vivia o irmão, o trapezista Roger, como ´Rogendegson’ era chamado, filhos e cunhada.

Os filhos de Roger, Renzo e Roger, também conversaram com a equipe, logo após chegarem da escola. Eles contaram que gostavam da rotina do circo, mesmo tendo que trocar de escola constantemente.

Confira a entrevista completa.

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Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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