De janeiro a setembro, Cuiabá é a capital com a maior queda de cesta básica do Brasil. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgado nesta quarta-feira (4). Os dados mostram que o valor da cesta na capital caiu (-13,91%), custando 366,94, ocupando a décima colocação do ranking do DIEESE das cestas mais caras do país.
A pesquisa foi feita em 21 capitais brasileiras, apenas Campo Grande (MS) registrou alta de 1,17%. A cesta básica mais cara é a de Porto Alegre (RS) com um valor de R$ 436,68 seguida por São Paulo (SP) que tem o valor de R$ 421,02.
A mais barata é a de Salvador (BA) que tem o valor de R$ 318,52; logo em sequência vem Natal (RN) R$ 323,90.
Salário mínimo ideal
O DIEESE ainda mostra que em setembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00.
Em 2016, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o mínimo vigente. Em setembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 4.013, 08 ou 4,56 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00
Em 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 32 minutos, menor que o de agosto, quando ficou em 88 horas e 35 minutos. Em setembro de 2016, o tempo era de 103 horas e 31 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em setembro, 42,75% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em agosto, demandavam 43,76%. Em setembro de 2016, o percentual foi de 51,15%.
Preços
A batata apresentou diminuição de preço em nove das 11 cidades onde é pesquisada. Em Florianópolis, não houve elevação de preço e em Campo Grande, o valor médio aumentou 2,26%. As quedas mais expressivas ocorreram em Belo Horizonte (-20,51%) e Porto Alegre (-12,40%). Em 12 meses, todas as cidades acumularam taxas negativas, que variaram entre -51,72%, em Cuiabá, e -22,75%, em Goiânia. Oferta elevada de batata, ainda da safra de inverno, diminuiu os preços no varejo.
O preço do tomate diminuiu em 20 cidades e os percentuais oscilaram entre -31,42%, em Brasília, e -4,00%, em Manaus. A alta foi observada em Campo Grande (10,38%). Em 12 meses, houve redução em 18 cidades. Destacam-se as quedas ocorridas em Brasília (-37,92%), Cuiabá (-36,11%) e Natal (-36,07%). A oferta elevada do fruto reduziu o preço no varejo.

