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Central de Abastecimento da capital será inaugurada na segunda-feira

Foto: Andréa Lobo / Circuito MT

Após meses de atrasos, promessas e queda de braço, a nova Central de Abastecimento de Cuiabá será inaugurada nesta segunda-feira (09), às 9h. O terminal atacadista localizado há 20 anos no bairro Verdão será fechado no domingo (08), transferindo suas atividades para o Distrito Industrial da capital.

A transferência dos permissionários está sendo discutida desde antes da realização da Copa do Mundo em Cuiabá, em junho de 2014. No primeiro momento, o espaço no Verdão seria utilizado para a construção de um estacionamento que deveria ser utilizado durante os quatro jogos do Mundial de Futebol na Arena Pantanal. Porém, pelo atraso na construção de um novo terminal, o projeto inicial não foi colocado em prática.

O imbróglio continuou e, após o fim da Copa, a Prefeitura de Cuiabá determinou a desapropriação da área para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que só sairá do papel agora, com a desativação do terminal no local.

Neste ano, após notificações de desapropriação da Prefeitura não cumpridas e reivindicações dos trabalhadores, ficou determinado que o prazo para a  mudança dos permissionários para o novo local deveria acontecer até o dia 30 de abril. Determinação que também não foi cumprida por conta de um atraso na entrega do aterramento da área onde os empresários ainda estavam construindo outros três galpões (que irão ser destinados para os vendedores de folhosas, produtores da agricultura familiar e atacadista de hortifrúti granjeiro).

No último dia 22 de maio, os atacadistas firmaram um novo compromisso com o município para efetuarem a mudança até o dia 7 de junho. Na ocasião também foram liberadas autorizações para a ligação da energia elétrica e entregues 14 chaves para os proprietários das lanchonetes.

Ao longo da construção, a Prefeitura fez aditivos para aumentar número de banheiros, instalar telas de proteção e construção da guarita.

Também foram executados reparos na parte elétrica, hidráulica e esgotamento sanitário refeitos, além de terraplanagem em uma área de aproximadamente cinco hectares. O entorno foi asfaltado, recebeu calçadas novas, arborização e sistema de drenagem de águas pluviais.

Ao Circuito Mato Grosso, a presidente da Associação dos Permissionários Atacadistas de Cuiabá (Apetac), Jânia Ramos de Lima, se mostrou contente com o fim das pendências com o Executivo e comemorou a inauguração da nova central. “Estamos muitos contentes com esse sonho realizado, agora é vida nova”, afirmou.

“O espaço se será entregue de forma harmoniosa e podemos considerar como um grande avanço na gestão do Mauro. Ao longo do processo foram necessários alguns ajustes, mas estamos dispondo do melhor para os atacadistas”, afirmou o secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Domingos Sávio.

Concessão do local

Na segunda-feira o evento de entrega do novo terminal deve contra com a presença de representantes da Prefeitura, Câmara Municipal e do Estado. Os permissionários vão aproveitar a ocasião para solicitar ao Governo de Mato Grosso a concessão da área por cerca de 30 anos.

A nova casa dos empresários hortifrutigranjeiros fica na marginal direita da BR-364, sentido Rondonópolis, no Distrito Industrial de Cuiabá, antiga Companhia de Armazéns e Silos de Mato Grosso (Casemat, hoje incorporada pela Empaer) e foi cedido pelo Estado até 2024. 

Nova casa

O espaço possui área total de 70 mil metros quadrados, 210 boxes (internos e externos), 30 banheiros e praça de alimentação.

Com a previsão inicial para conclusão em 60 dias, a reforma e a ampliação custaram mais de R$ 5 milhões e incluiu revitalização da estrutura metálica dos galpões, troca do telhado, construção do piso e cobertura lateral no entorno das áreas de descarregamento, construção de banheiros e adequação dos escritórios.

Terminal da polêmica

Na edição 529 o Circuito destacou a novela envolvendo o Terminal Atacadista de Cuiabá. A associação dos Permissionários Atacadistas de Cuiabá (Apetac) denunciou que a pressa demonstrada pela Prefeitura para que os permissionários saiam do Verdão não está ligada diretamente à construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no local e, sim, ao interesse pela venda da área.

“A UPA será construída na policlínica e só vai ocupar 2 mil m² da área que é de 28 mil m², por isso pedimos para que o prefeito termine a construção do novo local. Enquanto isso,  nós propomos fazer um recuo para o Mauro Mendes construir a UPA. Mas, então, pelo que vemos, a intenção dele é a venda do terreno que vale R$ 50 milhões”, denunciou a presidente da Apetac, Jânia Ramos de Lima.

A possibilidade da venda da área onde atualmente funciona a Feira do Verdão foi aprovada em 2012 pela Lei Municipal nº 5.575, na gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB). Na época, a Prefeitura declarou o estudo para o desmembramento de parte do terreno para a ampliação da policlínica do Verdão, que fica ao lado do terminal atacadista. A intenção era a do desmembramento de cerca de 2 mil metros quadrados, com a venda através de leilão do restante da área.

A denúncia feita pela Apetac foi rebatida por Domingos Sávio, que apontou um novo equívoco, já que a construção da UPA será feita exatamente na área que os permissionários ocupam temporariamente. 

Segundo a assessoria da Prefeitura, o projeto da Unidade de Pronto Atendimento do Verdão já está pronto, sendo que a licitação para a contratação da empresa responsável pela construção deve ser feita logo após a desapropriação da área.

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Redação

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