O segundo dia de paralisação dos motoristas do transporte público de Cuiabá e Várzea Grande continua com 100% da frota estacionada nos pátios das quatro empresas que atendem os municípios (Norte e Sul, Pantanal, Integração e União Transportes).
Desde ontem, quinta-feira (28), mesmo com o risco de multa diária no valor de R$ 30 mil, os motoristas não cumprem a decisão judicial, da desembargadora Maria Beatriz Theodoro Gomes, que determinou a permanência de 70% da frota nas ruas em horários de pico – e 50% nos demais horários, determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o que deixou cerca de 500 mil usuários da região metropolitana sem transporte.
Com a situação, nesta quinta, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Estado de Mato Grosso (STU) entrou na Justiça com o pedido de medida cautelar, alegando que a greve é "abusiva". Na petição, os advogados do sindicato pediram a prisão dos sindicalistas da categoria dos motoristas.
“A prisão que aqui é tratada não é pena criminal, nem prisão por dívida, bem como que não visa a castigar o atingido, mas, compelir o desobediente ao cumprimento da ordem judicial, à qual deve ser decretada pelo Juiz do caso concreto, no próprio processo em que está sendo praticado o ato atentatório ao norte citado, devendo o magistrado, no entanto, obedecer ao devido processo legal”, diz o pedido de liminar.
O presidente do Sindicato dos Motoristas de ônibus (STETTCR), Ledevino Conceição, disse na quarta-feira (27) que não irá desistir da pauta de reivindicação que os trabalhadores da área estão pleiteando. “Enquanto os empresários não concederem aumento de 10% aos trabalhadores da área, um vale alimentação de R$ 150 e a comissão para os motoristas, não iremos ceder”, disse sindicalista.
O STU ofereceu, até o momento, o reajuste do salário dos motoristas para R$ 2 mil, o pagamento de R$ 120 de ticket alimentação e 8,5% de aumento para os demais trabalhadores.
Outro lado
Na manhã desta sexta-feira (29), a reportagem do Circuito Mato Grosso buscou contato com o presidente do Sindicato dos Motoristas, mas não obteve êxito.
Ontem, sobre a questão do descumprimento da ordem judicial e permanência de 100% de greve, Ledevino afirmou que foi “impossível garantir de imediato o percentual mínimo recomendável aos usuários”.
Nesta sexta, a categoria participa de uma audiência de conciliação e instrução com o STU, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT – MT).
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