Dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos pela Polícia Civil durante a Operação Imperium Remotum, deflagrada na sexta-feira (29), em Tabaporã (643 quilômetros de Cuiabá), com o objetivo de avançar nas investigações sobre o homicídio de um jovem de 19 anos ocorrido no distrito de Americana do Norte, no último dia 10 de maio. A ação também resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e na prisão em flagrante de três pessoas por crimes relacionados ao tráfico de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, o homicídio apresenta características de um chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por facções criminosas para aplicar punições ilegais. As investigações apontam que a vítima foi executada com golpes de faca e um disparo de arma de fogo por determinação de integrantes de uma organização criminosa. Durante o crime, outras quatro pessoas teriam sido mantidas sob restrição de liberdade dentro da residência.
Um dos alvos da operação foi um homem de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado. Durante o cumprimento do mandado de prisão no distrito de Nova Fronteira, os policiais encontraram drogas prontas para venda, dinheiro, anotações do tráfico e aparelhos celulares. Uma mulher de 30 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
Em outra frente da operação, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, onde foram encontradas porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e celulares. No local, uma mulher de 24 anos e um homem de 21 anos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Ainda na residência, quatro adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, foram encaminhados à delegacia e responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico e associação para o tráfico. Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à atuação da facção criminosa, que coordenava decisões e ordens por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no caso.


