O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou que pretende se licenciar do cargo por 15 dias durante o período eleitoral. Com o afastamento, o comando do Palácio Alencastro será assumido temporariamente pela vice-prefeita, Vânia Rosa (MDB).
A decisão ocorre em meio a um distanciamento político público entre os dois nos últimos meses. Apesar do cenário de tensão, Abilio garantiu que a transição seguirá rigorosamente o rito institucional e revelou que já iniciou as tratativas com a vice-prefeita.
Foco na campanha e andamento da gestão
O principal objetivo da licença, segundo o prefeito, é evitar a paralisação da máquina pública municipal enquanto ele participa de compromissos políticos fora da capital. O foco será o apoio a candidaturas de seu grupo, especialmente a campanha de sua esposa, Samantha Iris (PL), no interior do Estado.
“Eu conversei com a Vânia, inclusive ontem, sobre isso. […] Imagina eu 15 dias fora de Cuiabá, andando no interior de alguma cidade, ajudando a campanha da minha esposa, enquanto há necessidade de assinar processos do orçamento, há necessidade de assinar projetos de lei. […] Eu assino muitos documentos todos os dias”, explicou o gestor.
A data exata do afastamento ainda está sendo definida, com previsão para a primeira ou a segunda quinzena de setembro.
Fim dos rumores sobre a sucessão
Mesmo com Vânia Rosa também inserida no cenário eleitoral como pré-candidata a deputada, Abilio foi enfático ao afirmar que a linha sucessória natural será respeitada.
O prefeito aproveitou para afastar os rumores de bastidores que apontavam para uma possível manobra política que transferiria o comando do Executivo para a presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil (PL).
“Eu acredito que, se eu for fazer essas viagens, o mais prudente é que ela assuma e dê continuidade ao trabalho que é necessário. […] Não tem nada disso [de a presidente da Câmara assumir], porque a vice é a Vânia. Então, quem assume é a Vânia”, cravou Abilio.
Questionado sobre como a prefeitura nas mãos da vice pode impactar a campanha da própria emedebista, o prefeito se esquivou. “Eu tenho que tomar decisões competentes à minha vida pessoal. A decisão dela e como ela vai conduzir é a decisão dela”, finalizou.


