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Cesta básica em Cuiabá tem a maior alta da série histórica

A mesa do cuiabano ficou significativamente mais cara nesta semana de abril de 2026. Segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPAF), o custo da cesta básica em Cuiabá registrou a maior alta semanal de sua série histórica, saltando de R$ 826,90 para R$ 862,76. O aumento de 4,34% em apenas sete dias reflete uma “tempestade perfeita” entre ciclos de safra e fatores climáticos.

Os Vilões do Orçamento O grande protagonista desta alta foi o tomate. Com uma disparada de 33,5%, o quilo do fruto passou a custar, em média, R$ 11,87. O motivo é estrutural: Mato Grosso e as regiões fornecedoras atravessam o período de entressafra, onde a oferta cai drasticamente, mas a demanda permanece constante.

Logo atrás aparece a batata, com alta de 11,8%. Neste caso, o problema foi duplo:

  • Fator Climático: O excesso de chuvas prejudicou a colheita em diversas regiões produtoras.
  • Fator Sazonal: A proximidade com a Semana Santa elevou o consumo do tubérculo, pressionando o valor nas prateleiras.

Outros Impactos A farinha de trigo também pesou no bolso, subindo 2,08% devido ao fim da safra e ao encarecimento dos custos de importação. Embora em ritmo mais lento, itens fundamentais como carne, leite e feijão também registraram viés de alta, contribuindo para o cenário de pressão inflacionária.

Equilíbrio Difícil Houve alívio pontual em produtos como banana, açúcar e manteiga, mas a redução foi irrisória diante da explosão dos preços de hortifrúti. Comparado ao mesmo período do ano passado, o custo da alimentação em Cuiabá já acumula uma alta de 2,22%, indicando que o desafio de manter a despensa cheia será o foco principal da gestão financeira das famílias neste semestre.

O cenário atual reforça a vulnerabilidade do consumidor urbano diante das crises no campo. Sem uma estabilização climática ou o início de novas safras, a tendência é que o valor da cesta básica continue operando em patamares elevados, exigindo criatividade e cortes em outros setores do orçamento doméstico.

Lucas Bellinello

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