DESTAQUE 4 Política

Novo lança Marcelo Maluf, mas deixa porta aberta para recuo

O cenário político de Mato Grosso ganhou um novo nome oficial nesta quarta-feira (15 de abril de 2026). O Partido Novo apresentou o empresário Marcelo Maluf como seu pré-candidato ao Governo do Estado. Entretanto, o que chamou a atenção não foi apenas o perfil do escolhido, mas a honestidade pragmática do presidente estadual da sigla, Rafael Alvarez Iacovacci, sobre a sobrevida do projeto até as convenções.

O Eco de 2024 A memória coletiva da imprensa e da classe política mato-grossense ainda guarda o episódio de 2024, quando o Novo recuou da candidatura de Reginaldo Teixeira à prefeitura de Cuiabá para compor a chapa de Abilio Brunini. Esse histórico de “desistência estratégica” tornou-se o principal questionamento durante a coletiva de Maluf.

Iacovacci foi enfático ao afirmar que, na política, nada é definitivo até que a ata da convenção seja assinada.

“Toda eleição nossa é esse ‘vai, não vai’. É o cenário. A gente sabe que tem muita água para passar embaixo da ponte, tem muita história que vai vir à tona, tem muita operação policial”, disparou o dirigente, indicando que o partido está atento a possíveis reviravoltas jurídicas que possam abalar outros candidatos.

Marcelo Maluf: O Perfil Técnico Marcelo Maluf, por sua vez, tentou blindar sua pré-candidatura com o discurso da gestão. Apresentado como um “homem de direita e empreendedor”, ele foca nos próximos meses para construir o que chamou de “arcos de aliança”. Para o empresário, o momento é de conversa com outras legendas do mesmo espectro ideológico para medir se o Novo encabeçará uma chapa ou se tornará o fiel da balança de um projeto maior.

Estratégia ou Moeda de Troca? A movimentação do Novo em 2026 parece repetir uma fórmula: lançar um nome forte do setor produtivo para garantir espaço nas mesas de negociação. Se Maluf chegará às urnas como candidato a governador ou se a sigla buscará novamente uma “compensação” — como ocorreu com a vaga de vice da coronel Vânia Rosa (que acabou no MDB) — é a pergunta que dominará os bastidores políticos de Mato Grosso até o fim do semestre.

Por enquanto, o Novo tem um nome, um discurso de austeridade e uma porta escancarada para alianças que possam garantir sua sobrevivência no tabuleiro do Palácio Paiaguás.

Lucas Bellinello

About Author

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões