O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) disse durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (25) que não existe controle e nenhum tipo de sistema que organize a entrada, saída e uso dos medicamentos nas unidades de saúde gerenciadas pela prefeitura.
De acordo com as informações contidas no relatório apresentado pelo prefeito, não há controle dos medicamentos e insumos nas unidades. Este frágil e inexistente sistema pode ser a resposta para o grande problema de falta de remédios e insumos que têm sido enfrentados de forma corriqueira nos Postos de Saúde e até mesmo no Pronto-Socorro de Cuiabá.
“Isso é como colocar água em um copo sem fundo, não há um controle, a gente compra, compra, compra e falta, falta, falta”, disse Emanuel.
O gestor do Executivo municipal definiu que essa péssima situação seria o mesmo que “enxugar gelo ou colocar água em copo sem fundo”. Além disso, Emanuel afirmou desconhecer essa situação, à qual teve conhecimento somente depois de ler o conteúdo do relatório. “Para minha surpresa, não há controle rigoroso de monitoramento por unidade, e isso ocorre há décadas”, disse.
De acordo com o prefeito, os problemas de falta de medicamentos na rede de saúde serão resolvidos a partir do monitoramento de uso. Deve ser realizado um pregão que custará R$ 14 milhões para implantar uma central de distribuição de remédios. Com isso, será possível realizar uma análise quadrimestral do estoque, podendo, assim, ter um controle total do uso de medicamentos na rede de saúde.
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