O projeto de retirada do muro ocorreu em maio deste ano. Segundo Doria, remadores e frequentadores reclamaram que a instalação de grades poderia provocar aumento da poluição sonora e ambiental. Estudos da USP confirmaram a possibilidade de haver impacto sonoro, mas não ambiental, e por isso foi optado pelo vidro.
Agora o projeto prevê a demolição do muro que separa a raia olímpica da Marginal Pinheiros com a colocação de um painel formado por alumínio e vidros suspensos, com a ajuda de uma barreira de concreto. Serão três metros de vidro e um metro de concreto, totalizando quatro metros de altura.
"É um dia para comemorarmos", disse o reitor da USP, Marco Antônio Zago. "Aquele muro é muito feio. É incompatível com uma cidade moderna", salientou ele, explicando que na sua visão dava a ideia de que a USP representava um "isolamento, uma vida segregada lá dentro". "A Universidade é parte da sociedade e deve se integrar", defendeu, salientando que seu projeto é "derrubar os muros da USP."
Segundo a Prefeitura, o vidro é cinco vezes mais resistente que o vidro comum. O trecho será monitorado por câmeras e também será feito o paisagismo e a iluminação por LED do trecho. O projeto de arquitetura é assinado pela arquiteta Jóia Bergamo e a montagem e o financiamento da obra serão feitos pela Prevent Senior.
"Vocês não vão ver um muro, mas uma vitrine da USP, vai trazer menos stress para todo mundo que passa na Marginal", disse a arquiteta.
Reclamações
Questionado sobre reclamações do Ministério Público, de que não estaria recebendo informações sobre o projeto, Doria disse: "com todo respeito ao promotor, eu não fui eleito por promotor, eu fui eleito pelo povo eu tenho que prestar contas ao povo de São Paulo".
O reitor da USP, por sua vez, diz que as informações serão repassadas ao MP e que as queixas eram relativas ao impacto de poluição ambiental e sonora e que os estudos que levaram à mudança no projeto atuaram para que não houvesse mais problemas desta forma.


