Nacional

STJ nega liberdade a preso por tatuar testa de adolescente em SP

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, rejeitou nesta segunda-feira (10) pedido de liberdade feito pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, preso após tatuagem na testa de um adolescente com a frase "Eu sou ladrão e vacilão", em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Ronildo e o vizinho e tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis alegaram que o jovem tentou furtar uma bicicleta e, por isso, decidiram fazer a tatuagem.

A decisão do STJ não se refere a Maycon, que não chegou a apresentar recurso da instância inferior ao STJ.

Segundo o Ministério Público, os dois obrigaram o adolescente a permanecer no local, tatuaram a testa dele, filmaram a cena e compartilharam em redes sociais. Os dois foram denunciados por constrangimento ilegal, lesão corporal e ameaça.

A defesa argumentou ao STJ que não havia elementos concretos que justificassem a manutenção da prisão e pediu aplicação de medidas cautelares, como prisão domiciliar, por exemplo.

O relator do caso é o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, mas o caso foi analisado pela ministra Laurita Vaz, que está de plantão no STJ durante o recesso do Judiciário.

Ela negou conceder liminar (decisão provisória) para soltar o pedreiro e lembrou que a Justiça de São Paulo, ao rejeitar pedido de liberdade por duas vezes, indicou a gravidade dos fatos e a incapacidade de resistência do adolescente. A ministra destacou a crueldade da ação e a insensibilidade do acusado.

"Assim, a prisão preventiva do paciente não padece da falta de fundamentação. Pelo contrário, demonstra o decreto constritivo a necessidade da medida, mormente pela garantia da ordem pública, dada a crueldade com que as ações do agente foram praticadas e as circunstâncias fáticas do caso, que denotam periculosidade e insensibilidade do paciente", entendeu Laurita Vaz.

O pedido ainda será analisado pela Quinta Turma do STJ, em data ainda não prevista.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus