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Camelôs fazem manifestação contra retirada de barracas em BH

Camelôs fazem nesta segunda-feira (3) uma manifestação contra a retirada de barracas do Centro de Belo Horizonte. O ato começou no fim da manhã. Por volta de 13h, os manifestantes estavam interditando o trânsito na Praça Sete. A prefeitura começou nesta manhã a retirar os vendedores ambulantes da região.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar acompanhavam a manifestação. De acordo com a PM, no horário, havia tumulto e o comércio havia fechado as portas na região. A corporação usou bombas e um caminhão com jato de água. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que fez desvios no trânsito na região.

De acordo com a administração municipal, a ação faz parte de um projeto de revitalização do hipercentro. A partir desta segunda, quem for flagrado vendendo produtos industrializados nas ruas pode ser multado e ter a mercadoria apreendida.

“Existem legalmente, com autorização para trabalhar no Centro, são pessoas com deficiência e os hippies, artesãos, pessoas que estão fazendo os seus produtos no local. Eles podem trabalhar, neste caso dos artesãos, em alguns locais, não na cidade inteira. Esses podem estar na rua. Os demais estão irregulares”, afirmou a secretária municipal de Serviços Urbanos, Maria Caldas.

Por volta de 6h, os fiscais começaram a recolher o material usado pelos ambulantes para montar as barraquinhas. Tudo ficava acumulado no quarteirão fechado da Rua Carijós, esquina com São Paulo, perto da Praça Sete. Os fiscais e auxiliares tiveram o apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Guarda Municipal. Somente puderam permanecer nas calçadas vendedores com permissão legal.

Até o dia 21, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos espera começar a instalar os camelôs em shoppings populares. “A gente vai iniciar um sorteio para colocar em shoppings privados as pessoas que queiram trabalhar na modalidade de uma feira. Isso tem um custo de R$1 por dia, R$30 por mês, pra ser precisa. Durante esse período, nós vamos estar abrindo a licitação para o Shopping Caetés, a licitação de feiras, tanto de feiras de artesanatos, como de feiras de produtos alimentícios, e estamos protocolando hoje, na Câmara, a operação urbana que deve resolver a questão das vagas permanentes, onde a prefeitura vai subsidiar esse aluguel durante cinco anos”, disse Maria Caldas.

São praticamente três semanas em que a fiscalização vai permanecer nas ruas. “As opções são realmente opções pensadas para atender essas pessoas, mas nós vamos ter um delay de uns 20 dias que não há como a gente superar, porque como entidade pública a gente precisa atentar para alguns prazos de lei”, concluiu a secretaria.

Redação

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