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Wilson chama cronograma do BRT na Grande Cuiabá de “ficção” e vê obra sem data para terminar

Os novos prazos apresentados pelo Governo de Mato Grosso para a conclusão das obras do BRT foram classificados como uma “ficção” pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), que voltou a criticar o cronograma da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e afirmou que não há condições de estabelecer uma data concreta para a entrega do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. As declarações foram feitas durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, na segunda-feira (13), com a presença do secretário Marcelo de Oliveira e da equipe técnica da pasta.

Durante a audiência, a Sinfra informou que o primeiro corredor do BRT, entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon e a Avenida do CPA, deverá ser concluído até dezembro de 2026. Inicialmente, a previsão era entregar esse trecho em dezembro de 2025, mas o cronograma foi alterado após sucessivos atrasos. Já a segunda etapa, entre a Avenida da Prainha e a região do Coxipó, pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, sequer possui licitação ou contrato firmado, ficando sua execução para o próximo governo estadual.

Ao contestar os novos prazos, Wilson Santos afirmou que a ausência de projeto executivo da segunda etapa, dos terminais de integração, da definição sobre a frota de ônibus elétricos e da infraestrutura necessária para operação do sistema inviabiliza qualquer previsão confiável. “Nenhum prazo que a Sinfra dá é cumprido. Não dá mais prazo. O que está aí é um emaranhado e é complexa essa obra. Esses prazos são ficções”, declarou o parlamentar.

O deputado também relembrou que os problemas envolvendo o modal se arrastam desde a escolha de Cuiabá como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, passados quase 17 anos do anúncio das obras de mobilidade urbana, a população continua convivendo com promessas, mudanças de cronograma e sucessivos adiamentos, mesmo reconhecendo os investimentos realizados pela Sinfra em outras áreas da infraestrutura estadual.

Na avaliação de Wilson Santos, o histórico do antigo projeto do VLT, posteriormente substituído pelo BRT, transformou a obra em uma das maiores pendências da infraestrutura de Mato Grosso. Como comparação, ele citou a implantação do VLT de Salvador, que passou a utilizar os trens originalmente adquiridos para Cuiabá e entrou em operação em prazo inferior ao observado no Estado. Para o parlamentar, enquanto persistirem indefinições sobre a execução da segunda etapa e a operação do sistema, não há como estabelecer uma data definitiva para a conclusão do modal.

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