Ulisses Lalio e Cintia Borges
Professores e servidores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) cruzaram os braços nesta quinta-feira (28) na instituição. Por meio da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) a paralisação foi aprovada por 80 votos a favor e 56 contra.
Os professores cobram a defesa do caráter público da universidade; condições de trabalho; garantia da autonomia; reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados. Pedem também que o processo negocial seja retomado a partir do acordo assinado com a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), sobre os pontos conceituais da carreira.
Estabelecer relação com a pauta, que cobra a reversão dos cortes no orçamento e ampliação de investimento nas IFE. Os docentes também são contra a contratação via Organizações Sociais e a terceirização no serviço público.
Já os tecnicos administrativos aderiram a Greve Nacional dos Trabalhadores Técnico-Administrativos das Universidades Brasileira e cobram, entre outras coisas, equiparação salarial e abertura de diálogo com o Governo Federal.
Em entrevista ao Circuito Mato Grosso em Março deste ano, a coordenadora do Sintuf-MT (Sindicato dos Trabalhadores Técnicos e Administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso), Leia de Souza Oliveira, afirmou que a manifestação cobra medidas efetivas para educação.
“A nossa Federação (Fasubra) orientou a todos os trabalhadores das universidades federais a participarem do Dia Nacional de Luta. Em reunião, os trabalhadores aderiram ao movimento, vendo o movimento como necessário para o crescimento e melhoria na educação”, destacou.
Mais de 20 mil alunos devem ficar sem aulas na UFMT. Contudo o Restaurante Universitário (RU) continuará funcionando, pois parte das atividades acadêmicas não serão afetadas pela greve. Já a biblioteca terá os serviços suspensos.
Uma manifestação está sendo organizada para acontecer na sexta-feira (30), na Praça Ipiranga em Cuiabá. Os organizadores querem dar força ao movimento nacional, mas também alcançar pautas regionais da UFMT.



