O Conselho de Administração da Petrobras deu o sinal verde que o setor produtivo aguardava há mais de uma década. Nesta segunda-feira (13 de abril de 2026), foi confirmada a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). O projeto, que estava paralisado desde 2015, recebe agora um aporte estimado em US$ 1 bilhão para ser concluído.
O Gigante de Nitrogenados A unidade não é apenas uma fábrica, mas uma peça fundamental de infraestrutura. Com previsão de iniciar operação comercial em 2029, a planta terá uma capacidade de produção massiva:
- Ureia: 3.600 toneladas/dia (essencial para milho, trigo e algodão).
- Amônia: 2.200 toneladas/dia (matéria-prima base para o setor petroquímico).
Foco no “Cinturão de Ouro” A logística da UFN-III foi desenhada para atender quem mais produz. A produção será escoada prioritariamente para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Para o produtor mato-grossense, isso significa uma fonte de insumo mais próxima, reduzindo a exposição às variações do mercado internacional e aos custos elevados de importação e frete portuário.
Por que agora? A decisão faz parte do Plano de Negócios 2026-2030 da estatal. Após um período de afastamento do setor, a Petrobras identificou que a dependência brasileira de fertilizantes estrangeiros é um risco estratégico. Com o consumo nacional de ureia girando em torno de 8 milhões de toneladas por ano, a entrada da UFN-III no jogo é uma medida de defesa da economia nacional.
As obras devem ser reiniciadas ainda neste primeiro semestre, gerando milhares de empregos na região de Três Lagoas e movimentando toda a cadeia de serviços e engenharia pesada do Centro-Oeste.

