A proteção da Amazônia mato-grossense ganhou um capítulo de persistência e tecnologia entre o fim de março e o início de abril de 2026. Uma força-tarefa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), apoiada pelas polícias Civil e Militar, deflagrou uma ofensiva contra a exploração ilegal de madeira e minérios na Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Colniza.
Os Olhos de Vidro no Espaço A operação não começou na mata, mas no monitoramento. Utilizando a constelação de satélites Planet, que fornece imagens de alta resolução em tempo real, a Gerência de Planejamento da Sema identificou anomalias na cobertura vegetal. Esses alertas digitais foram o guia para que as equipes terrestres chegassem exatamente onde o crime acontecia, eliminando a vantagem da distância e do isolamento do noroeste do estado.
A Logística do Confronto O cenário encontrado era de “guerra ambiental”. Para impedir o avanço das viaturas, os criminosos derrubaram árvores e aproveitaram os atoleiros da floresta densa. Sem recuar, os agentes abandonaram os veículos e progrediram quilômetros a pé.
No coração da reserva, o grupo encontrou uma infraestrutura robusta de destruição. Foram apreendidos tratores, pás-carregadeiras e guinchos, além de 26 toras de madeira de várias espécies, já abatidas e prontas para o transporte pelas chamadas “trilhas de arrasto”.
Infraestrutura de Invasão e Garimpo A fiscalização também descobriu rampas de lavagem de minérios e acampamentos equipados com eletrodomésticos e mantimentos, evidenciando a permanência prolongada dos invasores. Durante a chegada dos agentes, cinco suspeitos fugiram para a mata fechada. Como forma de desmobilização imediata, as barracas e apetrechos foram inutilizados.
Responsabilização e Fiscalização Contínua Um homem foi detido em flagrante e enfrentará uma multa estimada em R$ 200 mil. A operação comprovou danos severos à vegetação nativa devido à exploração seletiva e ao barramento de cursos d’água para o garimpo ilegal.
A Operação Amazônia em 2026 reafirma que o monitoramento remoto, aliado à coragem das equipes de campo, é o único caminho para garantir que as Unidades de Conservação de Mato Grosso permaneçam intocadas. As denúncias continuam sendo essenciais e podem ser feitas pelo WhatsApp (65) 98153-0255 ou pelo aplicativo MT Cidadão.


