Parlamentar cobrou atuação mais vigilante dos promotores e elogiou postura do TCE ao investigar gastos da Secretaria de Educação na gestão Monge.
O deputado estadual Júlio Campos (União) cobrou uma postura mais rigorosa do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) diante de denúncias de irregularidades nas secretarias de Saúde e Educação do estado. A declaração foi feita em coletiva de imprensa na quarta-feira (3).
“O que deveria acordar é o Ministério Público Estadual, que até agora continua se fazendo de sonso. Não se vê uma manifestação. Aquele Ministério Público atuante, de anos atrás, não existe mais”, afirmou o parlamentar, que também anunciou cobranças diretas aos promotores. “Vamos ter que cobrar dos nossos promotores uma atuação mais vigilante com relação aos fatos graves que ocorreram e estão ocorrendo em Mato Grosso”, acrescentou.
A fala foi feita no contexto do ataque hacker que teria provocado o desaparecimento de milhares de documentos e dados da Secretaria de Estado de Saúde ainda na gestão do ex-secretário Gilberto Figueiredo. O episódio estaria relacionado à morte do chefe do setor de tecnologia da informação da pasta, que teria tentado contra a própria vida.
Em contrapartida, Júlio Campos elogiou a postura recente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que decidiu investigar os gastos da Secretaria de Educação durante o período em que Amaury Monge exerceu o cargo de secretário-adjunto — medida tomada após denúncia do prefeito Abilio Brunini (PL) sobre irregularidades na aquisição de material didático.
“Acho que o Tribunal de Contas do Estado até que enfim acordou. Hoje, sob a gestão do conselheiro Sergio Ricardo, o TCE realmente passou a ser um órgão atuante, vigilante e com a competência que deveria ter”, disse o deputado, que foi conselheiro do órgão.
Tanto o MP quanto o TCE são órgãos de controle com função de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e garantir o funcionamento adequado da administração estadual.


