Nas terras quentes do Mato Grosso amado,
Ergueu-se um povo forte e abençoado.
Entre matas, rios e o ouro a reluzir,
Nascia Peixoto, pronta para existir.
Treze de maio marcou a emancipação,
E um sonho virou cidade e coração.
Foi no ano de oitenta e seis a brilhar,
Que a lei estadual veio anunciar
O nascimento de um novo rincão,
Desmembrando terras com dedicação.
Colíder e Itaúba viram surgir
Uma estrela do norte pronta a florir.
E no primeiro janeiro seguinte,
Com esperança no peito e olhar contente,
Tomou posse o primeiro administrador,
Guiando o povo com coragem e valor.
Começava ali uma linda caminhada,
De uma cidade guerreira e iluminada.
Mas antes da história ser oficializada,
A terra já era sonhada e desbravada.
No final dos anos setenta a região
Viveu do ouro a febre e a ambição.
Garimpeiros cruzavam rios e chão,
Levando esperança no peito e na mão.
O brilho dourado cortou a floresta,
Trouxe famílias, trabalho e festa.
Barracos simples viraram moradia,
E a poeira do garimpo virou poesia.
Cada homem, mulher, criança e ancião
Ajudou a levantar esta grande nação.
Teles Pires correndo como espelho do céu,
Guardando segredos sob seu véu.
Peixotinho cantando nas curvas do chão,
Levando frescor e inspiração.
As cachoeiras ecoam como oração,
Banhando a cidade com amor e emoção.
Nas manhãs, o sabiá vem anunciar
Que a esperança jamais vai acabar.
Beija-flores dançam no jardim do sertão,
Colorindo os campos da nossa região.
E o vento que sopra nas folhas do mato
Traz o perfume da terra em retrato.
Aqui o povo aprendeu a lutar,
Mesmo quando a dor tentou derrubar.
Com mãos calejadas e fé no amanhã,
Transformaram barro em força titã.
Cada rua, avenida e construção
Tem o suor de um bravo cidadão.
Peixoto é escola de perseverança,
É o colo materno da esperança.
É comércio pulsando em evolução,
É agricultura alimentando a nação.
É cultura, é festa, é tradição,
É o norte mato-grossense em ebulição.
Quarenta anos parecem pouco tempo,
Mas carregam memórias ao relento.
São décadas de luta e superação,
De alegria misturada com emoção.
Cidade querida de alma sem igual,
Orgulho do Mato Grosso colossal.
Hoje os sinos da história vêm tocar,
E o povo inteiro começa a cantar.
Nas praças, nas ruas e no coração,
Ecoa forte esta celebração.
Peixoto de Azevedo segue a brilhar,
Como estrela impossível de apagar.
Que Deus derrame bênçãos sobre este chão,
Protegendo cada lar da região.
Que nunca falte amor nem união,
Nem coragem diante da escuridão.
E que os filhos desta terra possam dizer:
“Em Peixoto de Azevedo tenho orgulho de viver.”
Parabéns, cidade de encantos e luz,
Onde o passado o futuro conduz.
Terra de ouro, trabalho e paixão,
Que pulsa viva no peito da população.
Peixoto de Azevedo, eterna canção,
Quarenta anos gravados no coração.
Está é uma homenagem do escritor e poeta Jesivaldo Aragão a cidade de Peixoto de Azevedo/MT.



