Dados da Operação Renorcrim Recupera apontam que a Polícia Civil de Mato Grosso bloqueou R$ 29,4 milhões em bens e ativos ligados a grupos e facções criminosas entre abril e maio deste ano. A ofensiva faz parte de uma ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco na descapitalização financeira das organizações criminosas.
As ações ocorreram ao longo de 26 dias, entre 13 de abril e 8 de maio, e envolveram operações deflagradas em diversas regiões do estado. Conforme balanço divulgado pela Polícia Civil, os bloqueios atingiram contas bancárias, veículos, dinheiro em espécie e outros patrimônios utilizados por integrantes das facções para sustentar atividades ilícitas.
Além do impacto financeiro, as investigações conduzidas pelas delegacias especializadas e unidades da Polícia Civil de Mato Grosso resultaram em 186 prisões e no cumprimento de 148 mandados de busca e apreensão. Durante as operações, também foram apreendidos 177 quilos de drogas, entre maconha, cocaína, skunk e pasta base, além de 565 unidades de entorpecentes sintéticos.
As forças de segurança ainda retiraram de circulação 20 armas de fogo e 238 munições. Entre as operações realizadas no estado estão Coroa Quebrada, Pentágono, Catalunha, Passagem Oculta, Supremo Engano, Safe House, Gerente Fantasma, Magazine, Aposta Perdida, Fracta, Red Line, Continuum e Baca. As investigações tiveram como alvo crimes como tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, extorsão, fraudes eletrônicas e jogos de azar.
Segundo a Polícia Civil, as ações atingiram diretamente os núcleos financeiros das organizações criminosas, com apreensão de veículos de luxo, bloqueios milionários de contas e sequestro de bens utilizados para movimentar recursos ilícitos. A estratégia busca enfraquecer a estrutura econômica das facções e reduzir sua capacidade operacional em Mato Grosso.
Em âmbito nacional, a Operação Renorcrim Recupera provocou um prejuízo estimado em R$ 483 milhões às facções criminosas em todo o país. A ofensiva integrada mobilizou forças de segurança de diferentes estados, resultando em 909 prisões, apreensão de 110 armas de fogo e 723 quilos de drogas, além do bloqueio judicial de ativos financeiros ligados aos investigados.


