A menor de idade que foi estuprada, filmada e teve as imagens expostas em uma rede social prestou depoimento na manhã desta segunda-feira (8) na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav). O estupro foi cometido por pelo menos cinco pessoas, numa comunidade da Baixada Fluminense. Os familiares da vítima também prestaram depoimento hoje. A menor pode entrar em um sistema de proteção à testemunha.
O crime foi denunciado pela tia da vítima, na última sexta-feira (5), na Dcav. A polícia encaminhou ofício à rede social pedindo que as imagens sejam retiradas do ar para, assim, evitar que a vítima seja ainda mais exposta. O armazenamento do vídeo também é considerado crime, afirmou a polícia.
A família da jovem disse que ela está em estado de choque e não quer mais sair de casa. Foi aberto um inquérito, e a Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Política para Mulheres e Idosos disse que dar a ajuda necessária à vítima.
"As imagens são nefastas, são grotescas, são violentas contra uma adolescente. É uma vida, uma imagem, são sonhos que estão destruindo com a ação. Em especial, o ato em si que é realmente repugnante", disse a delegada Juliana Emerique, da Dcav. Ela pediu que testemunhas procurem a polícia.
"Não há dúvida alguma que a vítima, desde o início, foi obrigada a todo o ato. Você vê na gravação o temor dela, os seus gritos de pavor. Isso comove qualquer um. A Polícia Civil está vendo quem compartilha isso em redes sociais. Além de compartilhar o sofrimento, o que é algo totalmente desumano, isso consiste em crime", afirmou a delegada.
Confira os crimes pelos quais os homens que estão no vídeo e outras pessoas que tem acesso a ele podem responder:
Estupro de vulnerável – de 8 a 15 anos de prisão
Produzir o vídeo – de 4 a 8 anos
Compartilhar as imagens em redes sociais – até 4 anos
Divulgação das imagens – de 3 a 6 anos
Possuir imagens – de 1 a 4 anos


