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Max Russi barra fechamento de unidades do SAMU em MT

O sistema de atendimento de urgência em Mato Grosso atravessa uma fase de turbulência administrativa neste início de abril de 2026. A queda de braço entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Assembleia Legislativa (ALMT) ganhou novos contornos nesta terça-feira (07), quando o presidente da Casa, deputado Max Russi, posicionou-se frontalmente contra o fechamento de unidades do SAMU.

A Proposta do Executivo: Integração Total

A estratégia da SES baseia-se na unificação operacional. Ao colocar as equipes do SAMU para atuarem dentro das estruturas do Corpo de Bombeiros, o Governo alega que conseguirá otimizar a frota e os recursos humanos, prometendo dobrar a capacidade de cobertura no interior do estado. No entanto, o custo imediato dessa “otimização” tem sido a dispensa de profissionais contratados e a desativação de bases independentes.

A Barreira do Legislativo

Para os deputados estaduais, a medida soa como um desmonte silencioso. Max Russi foi enfático ao afirmar que a Assembleia não validará qualquer ação que diminua a autonomia ou a presença física do SAMU nas cidades.

“O fechamento do atendimento do Samu é um retrocesso. Jamais a Assembleia Legislativa vai aceitar qualquer retrocesso. O que precisar para fortalecer esse serviço terá o apoio de todos os deputados”, declarou o parlamentar.

A Incerteza dos Servidores

Nos bastidores, o clima entre os profissionais de saúde é de apreensão. Servidores relatam que a transição para o modelo militarizado — onde o atendimento médico passa a ser dependente da logística dos Bombeiros — pode comprometer a agilidade em protocolos estritamente clínicos.

Ponto de VistaArgumento Central
Governo (SES)Integração dobra a cobertura e otimiza custos operacionais.
Legislativo (ALMT)Fechamento de unidades é retrocesso e gera demissões desnecessárias.
ServidoresMedo da extinção gradual do serviço e perda da expertise técnica.

A Comissão de Saúde da ALMT agora assume o papel de mediadora, prometendo convocar gestores e profissionais para que a “ampliação” prometida pelo governo não se torne, na prática, um esvaziamento do serviço de urgência que detém ampla aprovação popular em Mato Grosso.

Lucas Bellinello

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