Economia

Greve gerou perdas na produção dos pequenos produtores em MT

A paralisação geral dos caminhoneiros, deflagrada em todo o Brasil, em 21 de maio, gerou perdas irreparáveis em todos os segmentos do país.  Com os caminhões estacionados em várias rodovias, o escoamento da produção ficou parado e os produtores foram afetados, pois tudo ficou estocado sem ter como levar para indústria.  

Essa situação se transformou em um grande problema para quem atua no segmento de produção de leite. No município de Jaciara, o médio produtor Alexandre Felici, que atua no ramo há cinco anos, teve parte de sua produção perdida. O trabalhador possui uma fazenda de 45 hectares, e tem uma criação de 25 cabeças de vacas em lactação, juntas produzem por mês uma quantidade de 12 mil litros de leite.  A produção de dois dias de trabalho, que gerou média de um mil duzentos litros de leite, foi0 despejada no terreiro da fazenda.

“Joguei fora, não tinha como transportar este leite, são duas ordenhas por dia”, relatou Alexandre.

Considerado médio produtor, o trabalhador revela que toda quantidade de leite que foi jogada fora gerou uma perda financeira estimada em quase R$ 1.500,00.  Além disso, Alexandre revela que nunca tinha passado por nenhum tipo de situação do qual precisou se desfazer do seu produto.

“Neste período de cinco anos, essa foi a primeira vez, nunca tive outros problemas, às vezes o caminhão estraga, mas sempre dava um jeito, nunca cheguei a perder, como perdi agora”, disse.

Para não perder todo leite, o produtor cogitou na possibilidade de fazer doação, mas esbarou nos problemas de legislação que impede essa prática e também na falta de transporte pra retirar o produto da fazenda levar a cidade.

“Como eu iria arrumar lugar para transportar todo leite até a cidade, eram mais de mil litros, precisava arrumar um tanque, eu poderia ser multado pela Vigilância Sanitária”, explicou.

No caso do leite, para realizar este transporte o produtor fica refém desta única alternativa, pois de acordo com as declarações do produtor, não há alternativa para levar o líquido até a indústria.

“Se for o caminhão, não teria como fazer o transporte, não temos alternativa, o único jeito seria montar uma fabrica na minha fazenda para industrializar ele aqui”, explicou.

Redação

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