Cidades

Crianças refugiadas no Rio pedem brinquedo e felicidade

De cada cinco refugiados no Brasil, um é menor de 18 anos. Às vésperas do Dia das Crianças, comemorado na quarta-feira (12), o G1 acompanhou um dia de reunião de pais e filhos refugiados no Rio para um passeio ao teatro e conversou sobre sonhos e brincadeiras preferidas

Em uma manhã de correria, risos e até alguma desconfiança no início, eles se soltaram e além das brincadeiras típicas de qualquer criança fizeram pedidos de brinquedos e mandaram mensagens para as crianças em todo o mundo. Uma delas pediu felicidade.

"A gente vai ter que gostar de ser criança, porque a gente pode ser feliz no momento que a gente quiser".

Em outra, a crença em adultos melhores no futuro. "Que sejam boas pessoas quando grandes".

Outras agradecem a oportunidade de estudar. "Pra aquelas que não tem escola, eu quero que o governo lute e bote eles na escola como eu que tô na escola, tô feliz"

Número crescente
Segundo a Cáritas Arquidiocesana, o número de crianças refugiadas no Rio cresceu 50% de 2014 para 2015. Os congoleses, em sua maioria, falam português fluente já que estão matriculados nas escolas públicas.

O Rio se transformou em um dos principais refúgios para os congoleses que fogem da guerra no seu país. Levantamento mais recente da Cáritas aponta que, hoje, o Rio tem 828 em situação de refúgio, com idades entre 0 e 17 anos. Além da República Democrática do Congo, estão aqui estão sírios, colombianos, paquistaneses e venezuelanos.

Além das crianças congolesas, o G1 conversou com dois meninos colombianos que estão há um ano no Rio na condição de refugiados, após a família ter fugido por causa da perseguição de grupos paramilitares na Colômbia. Os dois meninos vivem com os pais na Casa de Apoio para Refugiados, montada em uma paróquia em Botafogo, Zona Sul.

Meninas e meninos de todo o mundo têm direito à igualdade, sem distinção de raça religião ou nacionalidade, diz o princípio número um da Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovado há 57 anos pela Organização das Nações Unidas. Em tempos de guerra, uma vida feliz em sociedade, com proteção e garantia de direitos, nem sempre é possível.

Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado no mês passado, mostra que metade dos refugiados do mundo tem menos de 18 anos de idade: 50 milhões de crianças estão fora dos seus países de origem. Desse total, 28 milhões foram forçadas a fugir de conflitos e insegurança.

Fonte: G1

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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