Nacional

Ataque cibernético ao Hospital do Câncer afetou 350 atendimentos

O ataque cibernético na unidade do Hospital do Câncer em Jales (SP) afetou o atendimento dos pacientes que foram até o local.

O Hospital do Câncer informou que no setor de radioterapia de Barretos e Jales, cerca de 350 pacientes tiveram seus exames prejudicados por causa da invasão. A previsão é de que o sistema do Hospital esteja normalizado em até três dias.

Em Jales, a maioria dos terminais foi desligada nesta terça-feira (27) prejudicando o atendimento dos pacientes.

Os hackers pediram um resgate de 300 dólares em bitcoins. Os computadores de diversos setores do Hospital do Câncer em Jales passaram o dia desligados.

“Por volta das 9h30 começamos a notar dificuldades no sistema do hospital, os computadores começaram a se reiniciar e não conseguimos mais acessar”, afirma o diretor clínico de Jales André Luiz Silveira.

Ainda de acordo com o diretor clínico do hospital com as máquinas paradas o atendimento aos pacientes ficou prejudicado. “Pacientes que vieram de longe e não conseguiram seus atendimentos plenamente, ver resultados de exames e outras consultas, por exemplo”, afirma.

Como toda rede do Hospital de Câncer é interligada outras unidades do HC ficaram paradas nesta terça-feira (27). No Instituto de Prevenção em Fernandópolis as salas dos exames de mamografia e ultrassom ficaram vazias.

O movimento estava na recepção onde quase 150 pacientes ficaram sem atendimento. A professora Meiriava Mendes veio de Belém (PA) essa semana para ser atendida nas unidades da região noroeste paulista.

“Cheguei bem cedo para fazer mamografia e nessa situação fiquei prejudicada porque vim de muito longe”, diz.

Segundo o médico e diretor clínico do Hospital, Paulo de Tarso, o atendimento em alguns setores foi suspenso. “É importante dizer aos pacientes que as situações de urgência e emergência estão sendo atendidas. Os que tiverem consultas e procedimentos é melhor vir ao Hospital para que possa ser reagendado”, relatou.

O ataque
Os hackers pediram uma espécie de resgate para o sistema ser liberado. As mensagens chegaram aos monitores dos computadores do hospital.

O valor cobrado foi em moeda virtual, chamada de biticon. A unidade de Jales procurou a Polícia Federal e fez a denúncia. O delegado disse que vai avaliar a denúncia e decidir o que vai fazer.

De acordo com o coordenador do Departamento de Tecnologia da Informação (TI) da instituição, Douglas Vieira dos Reis, esse ataque foi parecido com o que aconteceu em várias empresas no mundo há cerca de dois meses.

“É um programa que se aproveita da vulnerabilidade do sistema. Ele entra e criptografa alguns dados e lança uma tela pedindo resgate das informações”, explicou.

Mundial
Sites do governo e de várias empresas ucranianas foram alvo na terça-feira do ataque cibernético, que atingiu aeroportos, bancos e escritórios do governo. Um conselheiro do ministro do Interior da Ucrânia o classificou como o pior na história do país.

O conselheiro ucraniano Anton Gerashchenko disse que as interrupções foram causadas pelo Cryptolocker, um vírus de resgate como o WannaCry, que bloqueou mais de 200 mil computadores em mais de 150 países em maio. Segundo a empresa de cibersegurança Symantec, o outro vírus responsável pelo ataque desta terça-feira é o Petya.

Ainda não se sabe se o ataque ao Hospital de Câncer em Jales e Fernandópolis, no interior de SP, tem relação com o que aconteceu na Europa.
 

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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