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Após rebelião 335 recapturados vão para regime fechado em SP

Presos recapturados são levados para unidades de regime fechado (Foto: Reprodução/EPTV)

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou na tarde desta sexta-feira (30) que 335 presos que fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis (SP) já foram recapturados.

Todos perderão o direito ao regime semiaberto e, segundo a SAP, já estão sendo levados a unidades penais fechadas na região de Ribeirão Preto (SP). O número total de fugitivos não foi informado pela Secretaria.

O CPP de Jardinópolis tem capacidade para 1.080 detentos em semiaberto, mas abrigava 1.864 presos. A rebelião teve início por volta de 9h desta quinta-feira (29), durante a revista de rotina. Não houve reféns.

Os presos atearam fogo em colchões de um dos pavilhões, derrubaram uma grade de 4 metros de altura e fugiram pela Rodovia Cândido Portinari (SP-334). Segundo a PM, alguns se esconderam no meio de um canavial, onde havia um incêndio.

Oito detentos ficaram feridos e foram levados a hospitais de Ribeirão e de Jardinópolis. Um corpo carbonizado também foi encontrado entre a plantação e, segundo o delegado César Augusto de França, há a suspeita de que seja de um dos fugitivos.

De acordo com testemunhas que pescavam no Rio Pardo, próximo à rodovia, quatro presos chegaram até as margens do rio e pularam na água. Três deles conseguiram atravessar até o outro lado nadando e um deles sumiu.

Descontentamento
Ao serem recapturados, dois fugitivos afirmaram que a rebelião foi causada pela insatisfação dos presos com as punições adotadas pela direção do presídio, como a suspensão das visitas. A dupla foi recapturada junto com outros dois detentos em um canavial.

“Eles estão cortando a nossa visita sem motivo nenhum. Batem em nós. Qualquer coisa, eles cortam a nossa visita. Querem ficar batendo em nós, arrastar nós para o [regime] fechado. Não tem nada de benefício na cadeia”, disse um dos presos.

O homem também contou que o motim teve início porque, na manhã de quinta-feira, todos os presos foram colocados no pátio para a revista de rotina, sem agasalhos e sem terem recebido o café da manhã.

“Eles fizeram a gente levantar cedo, na contagem, deixaram no frio, sem manta, sem nada, não pagaram nosso café. Do nada o negócio virou”, afirmou.

SAP justifica
Em nota enviada na noite de quinta-feira, a SAP informou que não havia motivos para a rebelião, mas suspeitava que as fugas foram provocadas pelo descontentamento em relação às revistas diárias.

A Secretaria justificou que a maioria exerce atividade laboterápica. "Dos 1861 presos, 1.602 trabalham dentro e fora do presídio, e 662 estudam no ensino regular e/ou profissionalizante – parte dos presos estuda e trabalha, inclusive", diz o comunicado.

Ainda de acordo com a SAP, a alimentação é produzida na cozinha do próprio CPP, por presos devidamente treinados. A pasta exemplifica também que, na saída temporária do Dia dos Pais, dos 1.166 presos liberados para visitas, 1.131 retornaram, ou seja, 97% do total.

"O CPP é uma unidade de regime semiaberto e de acordo com a legislação brasileira e finalidade da pena, é totalmente circundado por alambrados e não conta com vigilância armada, como nos presídios de regime fechado", diz a nota.

Fonte: G1

Redação

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