Profissionais contratados há seis anos como professores complementares da educação básica de Assis (SP) estão com medo de perder o emprego já que um concurso da prefeitura vai selecionar pedagogos para dar as aulas.Os profissionais, que atualmente ocupam as funções de professores, são formados em artes, informática, meio-ambiente e música, e se consideram aptos a ensinar às crianças das escolas municipais. O grupo se reuniu na sexta-feira (7) com vereadores em busca de apoio e brechas na lei que os mantenham nos cargos.
Ao todo, são 100 profissionais contratados para dar aulas de disciplinas complementares e que constam na grade curricular do ensino municipal. A partir do ano que vem, eles deverão ser substituídos por professores que passaram em um concurso realizado este ano.Os professores que ocupam as vagas atualmente reclamam do edital do concurso que só permitiu a participação de pedagogos, sendo que segundo a lei que fala da implantação do sistema municipal de ensino diz que as disciplinas devem ser ministradas por professores formados nas áreas específicas.
Eles ainda questionam o método de escolha dos novos profissionais já que a prova não foi classificatória, e sim eliminatória. Professores que não atingiram uma determinada pontuação foram eliminados. O sindicato dos servidores municipais prometeu que vai auxiliar os profissionais.Os vereadores ouviram as reclamações e fizeram um ofício e um requerimento que vão ser enviados ao prefeito. Eles querem saber se os professores ficarão mesmo desempregados e se a prefeitura pode substituir especialistas por pedagogos. Os professores também foram orientados a levar o caso ao Ministério Público.
Em nota, a Secretaria de Educação de Assis informou que a lei deixa claro que os professores dos primeiros anos do ensino fundamental devem ter a formação no magistério em nível médio e superior, além da licenciatura plena em pedagogia e que as medidas foram adotadas para valorizar o desenvolvimentos dos estudantes.
G1


