A avó do menino Bernardo Boldrini, encontrado morto em abril em uma cova na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, é ouvida pela Justiça em Santa Maria, na Região Central na manhã desta quinta-feira (30). O depoimento de Jussara Uglione, de 73 anos, foi adiado após complicações cardíacas. Ela esteve internada duas vezes nos últimos 15 dias e recebeu alta na quarta-feira (29).
Quatro pessoas estão presas acusadas de homicídio qualificado e ocultação de cadáver: o pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz. Leandro ainda responde por falsidade ideológica e, segundo a polícia, foi o mentor do crime ao lado da mulher.
A audiência iniciou às 9h40 no Fórum de Santa Maria. A estratégia da acusação é trazer provas que relacionem a morte da criança de 11 anos com a morte da mãe dele, Odilaine Uglione, em 2010."Nunca concordei com o namoro e o casamento deles, porque pai e mãe não se engana", disse à RBS TV, sobre o relacionamento da filha com Leandro Boldrini, momentos antes de entrar no Fórum.
Durante a oitiva, Jussara reforça o que já havia afirmado anteriormente. Segundo a avó, Bernardo era maltratado e, por três vezes, não pôde ver o neto em Três Passos, cidade em que a criança morava com o pai e a madrasta. Ela disse, ainda, que denunciou o caso ao conselho tutelar. Depois da avó, vão prestar depoimento as 52 testemunhas de defesa indicadas pelos advogados dos quatro réus.
G1


