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Padrasto de ré no caso Bernardo prestará depoimento à Justiça

Está marcado para esta sexta-feira (24) mais um depoimento sobre o caso do menino Bernardo Boldrini, morto em abril deste ano. A Justiça irá ouvir Sérgio Glauco da Silva Rolim de Moura, padrasto de Graciele Ugulini, que é ré no processo. A oitiva ocorre partir das 14h30, no Fórum de Santo Angêlo, Região das Missões do Rio Grande do Sul.

Além de Graciele, madrasta de Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, são acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Leandro ainda responde por falsidade ideológica e, segundo a polícia, foi o mentor do crime. Os quatro estão presos.

Entenda

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita médica. Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração dos irmãos Edelvânia e Evandro, concluiu a investigação policial.

G1

Redação

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