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Jacaré de cinco metros é capturado vivo com retroescavadeira

A captura de um jacaré de quase cinco metros e 400 quilos no Rio Calçoene virou atração no município de Calçoene, distante 374 quilômetros de Macapá. O animal que permanece amarrado vivo desde a manhã de quarta-feira (22) estava assustando pescadores e banhistas da cidade, que já haviam relatado à policia as aparições do animal próximo à orla.

O tenente da Polícia Militar Pedro Costa Silva relatou que foi necessária uma força-tarefa entre as equipes de segurança da cidade para a captura do animal, que já teria atacado uma embarcação. "Identificamos que era uma fêmea, e pedimos a autorização da promotora da cidade para abatê-la em função do risco que ela oferecia para a população. Em rondas pela água, encontramos ela próximo ao balneário do Rio Calçoene. Tivemos que laçar o jacaré e puxar para a beira do rio", detalhou.

O jacaré da espécie Açu, uma das maiores da Amazônia, foi retirado do rio com o uso de uma retroescavadeira para a sede do quartel da PM de Calçoene, onde permanece imobilizado até a chegada de veterinários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Os técnicos vão avaliar as condições do animal para o retorno à natureza.

"Aqui próximo a cidade é um perigo para a população, e com essa avaliação do Ibama vamos saber se ele será transportado para um local mais seguro onde poderá viver sem riscos, como o Lago Piratuba, em Pracuúba", antecipou o tenente, dizendo que nunca viu um animal tão grande na região.Durante todo o dia, os moradores curiosos de Calçoene e de distritos próximos têm visitado o jacaré para registrar fotos e olhar mais de perto a fêmea, que segundo o tenente estaria próximo da cidade para desova. "Pelo tamanho da barriga, ela se aproximou da cidade para encontrar um lugar alto e seco para botar os ovos", acredita.

Uma outra mobilização está sendo feita na cidade para a captura de um jacaré macho que teria sido visto por moradores junto com o animal preso. Os relatos dão conta que ele seria maior que a fêmea capturada. "Para essa nova ação, estamos recomendando que os moradores evitem o banho no rio por enquanto, porque não podemos medir o nível de agressividade do macho diante da captura da companheira", alerta o militar.

G1

Redação

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