A Polícia Civil prendeu em Cassilândia, município a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande (MS), um segurança de hospital conhecido pelo apelido de “Zé Gotinha”. O funcionário é investigado por envolvimento com o tráfico de entorpecentes dentro das instalações da unidade de saúde e por atuar como informante estratégico para o crime organizado.
De acordo com as investigações, divulgadas inicialmente pelo portal MídiaMax, o segurança desempenhava um papel fundamental na violenta disputa territorial entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na região.
Monitoramento e apoio logístico a atentados
A apuração policial aponta que “Zé Gotinha” aproveitava a sua rotina para monitorar pessoas marcadas para morrer por determinação das facções.
Segundo os autos do inquérito, ele foi o responsável por localizar uma pessoa que, posteriormente, sofreu uma tentativa de homicídio. Utilizando uma bicicleta, o segurança acompanhou o alvo até o seu local de trabalho, uma serralheria.
Em seguida, ele repassou aos integrantes do grupo criminoso as coordenadas geográficas exatas e os horários em que a vítima poderia ser encontrada e vulnerável, auxiliando diretamente os executores na preparação do atentado.
Tráfico dentro do hospital
Além do apoio logístico às execuções, a Polícia Civil identificou fortes indícios de que o investigado mantinha um ponto de venda de drogas dentro do próprio ambiente hospitalar onde trabalhava.
Logo na abordagem inicial, realizada na delegacia, os policiais flagraram o suspeito portando porções de cocaína prontas para a comercialização e diversos pinos plásticos vazios, tradicionalmente utilizados para fracionar a droga.
Na sequência da prisão, as equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de “Zé Gotinha”. No imóvel, o envolvimento com o tráfico foi reforçado com a apreensão do seguinte material:
- Mais porções de cocaína;
- Balança de precisão digital;
- Grande quantidade de pinos vazios e embalagens plásticas;
- Munições intactas de calibre .38;
- Cadernos com anotações referentes à contabilidade do tráfico.
Todo o material apreendido foi recolhido e anexado ao inquérito. A Polícia Civil continua a investigação para descobrir a real extensão da participação do segurança na estrutura da facção e identificar outros envolvidos na rede de tráfico e execuções na cidade.


