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Mato Grosso abre 21% mais pequenos negócios e já soma 508,7 mil empresas ativas

Com 508.762 micro e pequenas empresas (MPEs) ativas, Mato Grosso registra expansão do empreendedorismo e crescimento de 21,2% na abertura de novos negócios entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço supera a média nacional, de 14,3%, segundo dados do Sebrae/MT divulgados em razão do Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado nesta segunda-feira (5).

Para a diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, o crescimento reforça a importância dos pequenos negócios para a economia estadual, ao movimentar cadeias produtivas, gerar trabalho e renda e ampliar oportunidades nos municípios. “Quando os pequenos negócios passam a integrar esse ciclo de crescimento, o desenvolvimento ganha escala, diversifica a economia e cria novas perspectivas socioeconômicas”, afirmou.

O setor de serviços concentra a maior parcela das MPEs em Mato Grosso, com 259.546 empresas ativas. Na sequência aparecem comércio, com 143.525; construção, com 48.296; indústria, com 44.663; e agropecuária, com 12.732. Cuiabá lidera entre os municípios, com 166.522 pequenos negócios, seguida por Rondonópolis, com 56.648, Sinop, com 38.902, e Tangará da Serra, com 37.875.

Lélia também destacou a necessidade de ampliar a participação feminina no ambiente empresarial. “Nosso compromisso é fortalecer essa autonomia, desenvolvendo competências de gestão, liderança e inovação. Essas agendas em prol do empreendedorismo feminino exigem continuidade e cooperação entre instituições, poder público e setor produtivo”, afirmou.

O cenário também marca os 20 anos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, criada em 2006 para simplificar a relação dos pequenos negócios com o poder público e reduzir entraves burocráticos e tributários. Segundo o Sebrae, antes da legislação, a abertura formal de uma empresa levava, em média, 70 dias. Com avanços na digitalização e desburocratização, o prazo caiu para menos de 24 horas.

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a legislação alterou a relação dos pequenos negócios com o ambiente empresarial. “Em 2006, o Brasil tomou a decisão de que quem começa pequeno não pode ser tratado como grande. Mais do que uma medida tributária, o Simples consolidou-se como a maior política de inclusão produtiva da nossa história, garantindo dignidade, crédito e caminho de ascensão social para os brasileiros”, afirmou.

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