O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que irá instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados assim que o requerimento reunir o número mínimo de assinaturas exigido pelo Regimento Interno. Apesar de garantir o rito, o parlamentar defende que os trabalhos da comissão comecem apenas após o período eleitoral, para não prejudicar o andamento das investigações.
A declaração ocorreu após deputados da oposição retomarem a coleta de assinaturas para criar a CPI, que tem como objetivo apurar supostas irregularidades e fraudes envolvendo empréstimos consignados de servidores públicos estaduais.
Aguardando o requerimento
Segundo Max Russi, até o momento nenhum parlamentar o procurou oficialmente para protocolar a abertura do inquérito. No entanto, ele ressaltou que cabe à presidência da Casa chancelar a comissão caso todos os requisitos legais sejam atendidos.
“Não chegou isso para votação. Se tiver assinatura, minha obrigação é abrir a CPI. Mas ninguém, particularmente, pediu para conversar comigo ou tratar do assunto”, garantiu o deputado.
Impacto das eleições
O presidente da ALMT ponderou que a corrida eleitoral não é o momento mais adequado para iniciar uma nova investigação no Legislativo. Para ilustrar o esvaziamento da Casa, ele lembrou que a CPI da Saúde está temporariamente suspensa e questionou se haverá quórum e deputados disponíveis para conduzir outra comissão simultaneamente à campanha.
“Particularmente, não sei se neste momento seria interessante uma nova CPI na Casa. Se chegar à Mesa, vou conversar com os deputados para ver quem realmente vai tocar os trabalhos. Não podemos iniciar um trabalho e não dar um seguimento forte em termos de investigação e acompanhamento”, alertou Russi.
Para o parlamentar, não há urgência que justifique o início imediato das apurações. “É uma CPI que não precisa começar agora em julho. Pode começar em outubro, pode começar em novembro. É uma CPI bastante tranquila que pode ser feita em qualquer momento”, concluiu.
A oposição voltou a articular a criação da CPI dos Consignados depois de suspender temporariamente outras frentes de apuração na Assembleia. Caso o documento alcance as assinaturas necessárias, a presidência formalizará a instalação da comissão.


