O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), adotou um tom pacificador ao avaliar o atual clima entre o Legislativo e o governador em exercício, Otaviano Pivetta. Segundo Russi, a relação segue “bastante tranquila”, mesmo após a crise gerada na semana passada por um projeto do Executivo que continha um “jabuti” — termo político para artigos “escondidos” e sem relação com a pauta central — criado para retirar prerrogativas dos deputados sobre a Ager-MT (Agência Estadual de Regulação).
Para o presidente da ALMT, o diálogo entre os Poderes permanece constante e é fundamental para destravar as pautas de interesse do estado.
Executivo recua e aceita mudanças
Max Russi relatou que o atrito foi superado após o Governo reconhecer o equívoco no texto original e acatar as alterações exigidas e aprovadas pelo plenário. O substitutivo votado pelos deputados devolveu o poder de decisão e garantiu a participação do Legislativo nas ações estratégicas da agência reguladora.
“Conversei com o Governo, com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e ele entendeu que isso não partiu do governo. Não identificou de onde [surgiu o jabuti]. Mas garantiu que não encaminhará nada que enfraqueça o trabalho do parlamento estadual”, explicou Russi.
O recado duro de Max
A calmaria atual contrasta com a postura rígida adotada por Max Russi na última semana. Durante a sessão que votou o polêmico projeto, o presidente da Casa de Leis fez um forte e público desabafo direcionado ao Palácio Paiaguás.
Na ocasião, Russi exigiu respeito à independência dos Poderes e cobrou que o Executivo parasse de encaminhar propostas “sorrateiras” com o objetivo de “tirar a força da Assembleia”. O recuo imediato da Casa Civil foi crucial para evitar um racha na base governista no Legislativo.

