DESTAQUE 3 Política

Max Russi apazigua crise sobre “jabuti” do Governo que tentou tirar poder da ALMT na Ager: “Entendeu o equívoco”

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), adotou um tom pacificador ao avaliar o atual clima entre o Legislativo e o governador em exercício, Otaviano Pivetta. Segundo Russi, a relação segue “bastante tranquila”, mesmo após a crise gerada na semana passada por um projeto do Executivo que continha um “jabuti” — termo político para artigos “escondidos” e sem relação com a pauta central — criado para retirar prerrogativas dos deputados sobre a Ager-MT (Agência Estadual de Regulação).

Para o presidente da ALMT, o diálogo entre os Poderes permanece constante e é fundamental para destravar as pautas de interesse do estado.

Executivo recua e aceita mudanças

Max Russi relatou que o atrito foi superado após o Governo reconhecer o equívoco no texto original e acatar as alterações exigidas e aprovadas pelo plenário. O substitutivo votado pelos deputados devolveu o poder de decisão e garantiu a participação do Legislativo nas ações estratégicas da agência reguladora.

“Conversei com o Governo, com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e ele entendeu que isso não partiu do governo. Não identificou de onde [surgiu o jabuti]. Mas garantiu que não encaminhará nada que enfraqueça o trabalho do parlamento estadual”, explicou Russi.

O recado duro de Max

A calmaria atual contrasta com a postura rígida adotada por Max Russi na última semana. Durante a sessão que votou o polêmico projeto, o presidente da Casa de Leis fez um forte e público desabafo direcionado ao Palácio Paiaguás.

Na ocasião, Russi exigiu respeito à independência dos Poderes e cobrou que o Executivo parasse de encaminhar propostas “sorrateiras” com o objetivo de “tirar a força da Assembleia”. O recuo imediato da Casa Civil foi crucial para evitar um racha na base governista no Legislativo.

Lucas Bellinello

About Author

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões