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Observatório alerta para impactos do Super El Niño na cadeia produtiva de Mato Grosso

O cenário político-econômico conturbado e a possibilidade de um fortalecimento do Super El Niño nos próximos meses acendem um alerta para a indústria de Mato Grosso. De acordo com estudo do Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt, a combinação de chuvas irregulares, temperaturas acima da média e risco de déficit hídrico pode afetar a produção agropecuária e provocar aumento nos custos para diversos setores da economia estadual.

Segundo o coordenador do Observatório de Mato Grosso, Leonardo Zardo, os eventos climáticos extremos passaram a fazer parte do planejamento estratégico das empresas. Ele destaca que o monitoramento de dados permite antecipar riscos e adotar medidas para reduzir impactos, tornando as indústrias mais preparadas para enfrentar cenários climáticos adversos.

A agroindústria, principal segmento da economia mato-grossense, está entre as mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno. Conforme o levantamento, uma possível redução da produtividade no campo pode diminuir a oferta de matérias-primas, elevar a volatilidade dos mercados agrícolas e pressionar os custos de produção das indústrias. Além disso, uma eventual quebra de safra tende a provocar alta nos preços dos alimentos.

O estudo também aponta que a redução dos níveis dos reservatórios pode ampliar o acionamento de usinas termelétricas, aumentando os custos da energia elétrica para empresas e consumidores. A logística é outro setor que pode sofrer impactos, com elevação dos custos operacionais e perda de competitividade. Para o Centro-Oeste, a previsão é de inverno com chuvas irregulares, veranicos, temperaturas acima da média e maior risco de déficit hídrico.

Além do alerta climático, o Observatório de Mato Grosso comemorou um avanço institucional ao alcançar 71,25% de maturidade técnica na avaliação da Rede de Observatórios do Sistema Indústria (ROSI), índice considerado de nível médio-alto. O resultado representa evolução significativa em relação aos 34,8% registrados em 2023 e reforça o papel do órgão na produção de estudos e indicadores voltados ao fortalecimento da competitividade da indústria mato-grossense.

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