Governador comenta inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual e diz que não fará pedidos a Lula durante o evento.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) minimizou as especulações sobre uma disputa política envolvendo as visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) a Mato Grosso no próximo sábado (20). Para o governador, os compromissos têm naturezas diferentes e não devem ser interpretados como demonstração de força eleitoral entre grupos adversários.
“Eu acredito que não, porque são objetivos bem diferentes. Eu acredito que é uma coincidência também, vamos aguardar os fatos”, afirmou, ao ser questionado sobre a coincidência das agendas. Enquanto Lula participará da entrega do primeiro terminal da Ferrovia Estadual, em Dom Aquino, Flávio Bolsonaro estará na Marcha para Jesus, em Cuiabá.
Pivetta rejeitou qualquer leitura sobre comparação de público entre apoiadores de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro, e destacou a importância simbólica da presença do presidente no evento. “É muito bom que o presidente da República venha na inauguração de uma ferrovia estadual. Isso mostra a importância que essa ferrovia tem para o Brasil”, declarou.
O governador ressaltou que a estrutura inaugurada é apenas a primeira etapa do projeto. Pelo contrato firmado com a concessionária Rumo Logística, a ferrovia deve avançar até Lucas do Rio Verde, além de contar com um ramal ligando a malha ferroviária a Cuiabá. “A nossa concessão obriga a concessionária a fazer a ferrovia até Lucas do Rio Verde e um ramal até Cuiabá. Isso está no contrato”, afirmou.
Apesar da presença do presidente no evento, Pivetta disse que não pretende apresentar reivindicações ou solicitar investimentos federais durante a cerimônia. “Não. Nenhum pedido especial”, respondeu.
Ao comentar o andamento do projeto, o governador atribuiu o avanço da obra à articulação entre o Governo de Mato Grosso, o Ministério dos Transportes e a Assembleia Legislativa. “Graças à iniciativa do Governo do Estado, à concessão dada pelo Ministério dos Transportes na época e à lei que nós criamos e que a Assembleia aprovou, nós criamos a primeira ferrovia estadual do Brasil”, concluiu.


