Um casal de 25 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta terça-feira (16), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, acusado de receptar produtos para harmonização orofacial avaliados em cerca de R$ 38 mil, oriundos de uma fraude praticada contra uma distribuidora da cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A ação ocorreu em apoio à Polícia Civil paranaense e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG).
De acordo com as investigações, a empresa vítima negociou a venda de mercadorias avaliadas em aproximadamente R$ 20 mil com um homem que se apresentou falsamente como médico e alegou residir em Goiás. Após a conclusão da negociação, os produtos foram enviados para um endereço localizado no bairro Construmat, em Várzea Grande. Dias depois, a distribuidora descobriu que o verdadeiro médico não havia realizado a compra e que sua identidade já havia sido utilizada em outros golpes semelhantes na região.
Após a denúncia, a Polícia Civil do Paraná acionou a DEE-VG, que passou a monitorar a entrega de novas encomendas enviadas pelos Correios ao endereço investigado. Durante a operação, uma mulher recebeu uma das caixas e foi abordada pelos policiais. No interior da residência, os agentes localizaram duas caixas de isopor lacradas contendo os produtos adquiridos de forma fraudulenta, uma delas entregue no mesmo dia e outra recebida anteriormente.
Durante as buscas no imóvel, os policiais também encontraram duas munições de calibre 7.62, de uso restrito, armazenadas no quarto do casal. Já em uma edícula nos fundos da residência, foi apreendida uma grande quantidade de maconha, distribuída em tabletes, porções e pequenas trouxinhas prontas para comercialização, reforçando os indícios de envolvimento com o tráfico de drogas.
O casal foi autuado pelos crimes de receptação, associação criminosa, tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de munição de uso restrito e integração em organização criminosa. Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral, coordenador do Núcleo de Inteligência da DEE-VG, a soma das penas máximas previstas para os delitos pode chegar a 42 anos de prisão. A Polícia Civil destacou que a ação é resultado da integração entre as forças de segurança dos dois estados e do trabalho de combate aos crimes patrimoniais e às organizações criminosas.


