Mato Grosso chega ao primeiro trimestre de 2026 como um exemplo de reestruturação administrativa. O estado, que em 2019 amargava uma dívida de R$ 3,6 bilhões e salários atrasados, hoje ostenta a Nota A+ do Tesouro Nacional — a avaliação máxima de solvência, compartilhada apenas com Santa Catarina.
A Revolução da Infraestrutura
O setor de logística talvez seja o reflexo mais visível dessa nova fase. Em apenas sete anos, o governo entregou 7 mil quilômetros de asfalto novo. Para se ter uma ideia da magnitude, esse volume é o dobro do que foi construído nos 271 anos anteriores da história do estado.
- BR-163: A assunção da rodovia federal pelo Estado resultou em 230 km duplicados e uma queda de 82% no número de mortes.
- Pontes: A substituição de 261 pontes de madeira por concreto eliminou gargalos históricos no escoamento da produção e no transporte escolar.
Saúde e Educação: Salto de Qualidade
Na saúde, o grande símbolo é o Hospital Central, em Cuiabá, que ficou paralisado por 34 anos e agora é referência nacional. O estado saltou de 7 para 14 hospitais regionais e dobrou a oferta de leitos de UTI, permitindo que o programa Fila Zero realizasse quase 90 mil cirurgias.
Na educação, os resultados vieram em forma de ranking. Mato Grosso saiu da 22ª posição no Ensino Médio para a 8ª colocação nacional. A rede foi modernizada com a entrega de mais de 169 mil Chromebooks para alunos e notebooks para todos os professores, equiparando a estrutura pública aos melhores colégios privados.
Segurança e Social: Proteção ao Cidadão
Com um investimento de R$ 2 bilhões, as forças de segurança modernizaram seu arsenal e tecnologia. O impacto foi direto: os homicídios caíram 40%, enquanto as apreensões de drogas dispararam 591%, ferindo o caixa das facções criminosas.
No pilar social, o programa SER Família tornou-se a maior rede de proteção do estado. Destaque para o auxílio-moradia para mulheres vítimas de violência e o programa habitacional que atendeu 40 mil famílias, facilitando a entrada da casa própria.
Mato Grosso encerra este ciclo de sete anos não apenas com as contas equilibradas, mas com um modelo de gestão que transformou a arrecadação em melhoria direta na ponta, devolvendo a dignidade ao cidadão e a previsibilidade ao servidor público.



