Ministrada pelo mestre em Direito Liberio Uiagumeareu (povo Boe-Bororo), a formação oferece ferramentas práticas para a aplicação da Lei 11.645/08 no currículo escolar e em projetos artísticos
Com o objetivo de fortalecer o ensino das culturas originárias em Mato Grosso, o Projeto Plataforma Vituká abre inscrições para uma aula voltada a educadores, artistas e demais interessados na temática indígena.
A atividade central será uma oficina focada na Lei 11.645/08, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena em todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, tanto públicos quanto privados.
A formação será ministrada por Liberio Uiagumeareu, indígena do povo Boe-Bororo, mestre e graduado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e especialista em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará (UFPA).
De acordo com Liberio, a oficina busca difundir a legislação vigente e oferecer ferramentas práticas para que esses conteúdos sejam abordados de forma autêntica, respeitosa e integrada às artes.
Inscrições e vagas
As pessoas interessadas devem realizar a inscrição via formulário online entre os dias 6 e 14 de abril. Ao todo, são ofertadas 10 vagas destinadas a pessoas interessadas no tema.
Para garantir a participação, é necessário preencher a ficha de inscrição, anexar os links solicitados e realizar o envio dentro do prazo estabelecido. A organização enviará uma confirmação de recebimento em até 48 horas, e comunicará as pessoas selecionadas pelo e-mail ou whatsapp.
A atividade será no dia 18 de abril, das 9h às 11h30, na sede da Casa Vituká (Rua T-5, nº 15, Parque Cuiabá). Haverá emissão de certificado para os participantes.
Em caso de dúvidas ou necessidade de suporte técnico, o contato pode ser feito pelo e-mail oraculoimprensa@gmail.com ou pelo WhatsApp (65) 98144-2519.
Plataforma Vituká
Esta oficina integra o cronograma do 1º Ciclo de Formação da Plataforma Vituká, iniciativa que conta com o apoio estratégico do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025.
O projeto se consolida como um espaço de convergência entre pesquisa, criação e produção artístico-cultural, priorizando três eixos fundamentais: o compartilhamento de conhecimentos indígenas voltados à educação, a realização de eventos de artes visuais abertos à comunidade e a capacitação de indígenas e não indígenas para o fortalecimento do setor cultural.
Foto: Liberio Uiagumeareu | Crédito: Arquivo pessoal



