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BTS pode gerar US$ 1,3 bi com turnê, motiva apelo de Sheinbaum e testa coroa do ‘Eras’

Após uma pausa de quase quatro anos, o BTS, fenômeno do K-pop, deu início a um retorno que mostrará à indústria da música o quão lucrativa pode ser a era dos superfãs.

Um concerto no sábado, realizado em uma praça pública no centro de Seul, deve atrair mais de um quarto de milhão de pessoas – uma reunião tão grande que o governo da Coreia do Sul elevou o alerta de terrorismo em um nível.

A turnê Arirang, que vai até março de 2027, tem previsão de gerar cerca de US$ 1,3 bilhão em receita total, segundo Lim Soo-jin, analista da indústria musical na Kiwoon Securities, corretora sul-coreana. A estimativa inclui receita de ingressos, merchandising, vendas de álbuns e outros itens.

Somente a venda de ingressos deve chegar a cerca de US$ 11,4 milhões por concerto, projeta Lim – um número astronômico superado apenas pelos quase US$ 14 milhões por show da turnê Eras, de Taylor Swift. Merchandising e outras vendas adicionariam milhões a mais por concerto do BTS, acrescenta ele.

“O BTS pode ser menor que a Taylor Swift em escala, mas lidera na monetização de merchandising”, disse Lim.

A relação do BTS com seus fãs mais apaixonados é um modelo para a indústria musical de US$ 39,5 bilhões, que busca crescimento para além das músicas. A turnê Eras redefiniu o que era possível em 2023 e 2024, transformando shows de uma noite em viagens de destino. Eras arrecadou cerca de US$ 2 bilhões apenas em receita de ingressos.

A futura turnê Arirang, do BTS, com aproximadamente metade do número de shows de “Eras”, pode superar patamares semelhantes de receita por concerto quando se considera todas as diferentes formas pelas quais os fãs abrem a carteira para o grupo de K-pop, segundo analistas do setor.

Como na turnê Eras, o BTS fará múltiplas apresentações na mesma cidade, economizando seus próprios custos de deslocamento e pedindo que os fãs venham até eles.

Mas há diferenças importantes. Os shows do BTS os posicionarão no centro dos estádios para uma visão de 360 graus, tornando todos os assentos da arena disponíveis para venda. Além disso, apoiadores do BTS precisam primeiro pagar cerca de US$ 22 para obter acesso antecipado aos ingressos via associação ao site de fãs Weverse, operado pela gravadora do BTS, a Hybe.

“A indústria da música está observando essa turnê do BTS muito de perto”, disse Jonathan Serbin, ex-copresidente da Warner Music Asia e hoje CEO da Pacific Music Group, sediada em Hong Kong.

O grupo fará 82 concertos em quase duas dúzias de países, em cinco continentes. Os ingressos esgotaram em minutos, com filas na Weverse ultrapassando 130.000 em alguns mercados.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, chegou a enviar uma carta ao seu homólogo sul-coreano, Lee Jae Myung, pedindo que a Cidade do México recebesse mais do que os três shows previstos em maio. Na carta, Sheinbaum observou que cerca de 1 milhão de fãs mexicanos havia disputado os 150.000 ingressos disponíveis.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

Estadão Conteudo

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