Economia

Banco do Brasil poderá adquirir energia no mercado livre

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, assinou na capital paulista um acordo para aquisição de energia elétrica no mercado livre, ou seja, diretamente da operadora. O contrato na modalidade varejista foi firmado com o Grupo EDP, empresa portuguesa, vencedora da licitação ocorrida em abril deste ano.

O acordo atenderá, a partir de 2019, os 24 principais prédios administrativos de grande porte do Banco do Brasil, localizados em 12 estados. Foram contratados 400 GWh no valor de R$ 86 milhões, o que permitirá redução de R$ 50 milhões ao longo de cinco anos, equivalente a 30% de economia.

“Para nós, hoje, é um primeiro passo. Temos uma lição de casa, um dogma de fé, o de atacar as despesas, buscar a eficiência operacional. O Banco do Brasil, ano passado, teve uma redução de 3% das despesas, enquanto tivemos, inclusive, aumento de salários de funcionários na faixa também de 3%. Então, o banco absorveu o aumento de salário”, disse Caffarelli.

Trata-se do maior contrato de comercialização de energia varejista registrado no país. “O mercado varejista é um avanço no movimento de abertura de mercado do Brasil, que permite consumidores de menor dimensão agregar esses volumes que estão dispersos numa única relação comercial de energia”, disse Miguel Setas, presidente do Grupo EDP.

Fonte renovável

A energia contratada será do tipo incentivada, com fonte renovável (eólica, solar e pequenas centrais hidrelétricas) de pequenos geradores.

Segundo o presidente do Banco do Brasil, as ações de economia e sustentabilidade serão ampliadas também para as agências bancárias. Alguns dos novos estabelecimentos que serão inauguradas este ano e no ano que vem virão equipados com energia solar. Além disso, serão substituídas 1,5 milhão de lâmpadas tradicionais por lâmpadas LED.

Em todo o Brasil, a instituição financeira gasta R$ 450 milhões por ano com energia elétrica. No total, o Banco do Brasil tem 5 mil agências bancárias e o custo com energia representa a sétima maior despesa da instituição.

Redação

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