Governador diz que ferrovia estadual só saiu porque licenciamento ficou com a Sema e defende maior autonomia dos estados nos processos ambientais.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como “crime” a demora do governo federal na emissão de licenças ambientais para obras de infraestrutura em Mato Grosso. A declaração foi feita durante a inauguração da primeira fase da ferrovia estadual, em Dom Aquino, no último sábado (20).
Ao comentar o avanço do empreendimento ferroviário, Pivetta atribuiu o êxito ao fato de o licenciamento ter ficado sob responsabilidade do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e não do Ibama. “Nós fizemos a primeira ferrovia estadual do Brasil. E só saiu porque é estadual. Só saiu porque é a Sema que licenciou, porque se fosse o Ibama…”, afirmou.
Como exemplo da morosidade federal, o governador citou a duplicação da MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, cuja execução depende de autorização ambiental federal há três anos. “Olha a estrada de Chapada. Nós estamos há três anos esperando licença do Ibama para a estrada de Chapada”, reclamou.
Pivetta endureceu o tom na sequência e acusou o governo federal de prejudicar o desenvolvimento do estado pela centralização e morosidade nos processos de licenciamento. “É um crime o que o governo federal faz contra o Mato Grosso. É impossível aguentar. É um desaforo”, disparou, defendendo maior autonomia dos estados para conduzir esses processos.
A declaração foi feita durante evento que marcou a entrega do terminal ferroviário da Rumo, considerado um dos principais projetos logísticos em andamento no estado para ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola mato-grossense.


