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Motoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação em Teresina

Os motoristas e cobradores de ônibus de Teresina paralisaram, desde as 9h da manhã, os serviços em toda a capital. A previsão é de que apenas 30% da frota esteja circulando para atender a população até as 11h30. O ato acontece em protesto contra a violência no transporte coletivo na capital.

Os trabalhadores estão parando os veículos conforme chegam ao Centro da Cidade, com concentração principalmente nas praças da Bandeira e do Fripisa. A partir da avenida Frei Serafim, já há ônibus parados. Uma reunião entre vereadores e o sindicato acontecerá a partir de 10h30 na Câmara Municipal com o objetivo de cobrar mais segurança nos transportes coletivos.

Uma idosa que vive no bairro Mocambinho, e não quis se identificar, chegou às 6h da manhã no Centro para realizar exames em jejum. Quando retornou à parada para pegar o ônibus de voltar a casa, foi surpreendida.

"O cobrador não disse que iam ficar parados aqui e eu paguei e não me devolveram o dinheiro. Agora tenho que ficar aqui até 12h com fome? Falta de respeito com a gente", disse.

Um dos motoristas de ônibus que participava da paralisação contou ao G1 que já sofreu um assalto quando transportava passageiros no bairro Santa Maria da Codipi. Ele destacou a necessidade de ter mais segurança para os trabalhadores da categoria.

"Já levaram dois celulares um dia que eu estava dirigindo na Zona Norte. Para nós é muito incômodo saber que a qualquer momento pode chegar um indivíduo e pôr uma arma em mim e nos passageiros", pontuou.

De acordo com Fernando Feijão, presidente do Sindicato dos trabalhadores de empresas de transporte rodoviário de Teresina (Sintetro), a cada três dias um ônibus é assaltado na capital. Além da segurança, o sindicato protesta contra multas que, segundo eles, são exorbitantes e cobram por melhorias nos terminais de integração.

"Cobradores e motoristas perdem seus pertences, cobrador tem que pagar assalto e os passageiros estão perdendo tudo que tem, como dinheiro e celular", ressaltou.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), o valor só é descontado quando uma norma estabelecida pelas empresas não é seguida. Em nota, o Setut explicou o procedimento. Veja abaixo a nota na íntegra:

O SETUT – Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina reafirma que tem adotado medidas preventivas e que está ao lado dos passageiros, além de motoristas e cobradores, na reivindicação de mais segurança pública, já que também sofre os efeitos da insegurança no sistema de transporte.

As empresas não têm poder para atuar na segurança pública, mas contribuem com o envio de informações aos órgão competentes sobre as rotas e horários com mais incidência de assaltos para que possam agir preventivamente ou, quando necessário, realizar a prisão dos envolvidos.

A entidade esclarece que, de acordo com a convenção coletiva, existe um procedimento padrão junto aos cobradores que é de, sistematicamente, fazer retiradas de valores da gaveta e armazenar em um compartimento próprio os valores arrecadados da tarifa. Na gaveta dos ônibus deve constar somente em torno de R$ 30,00 para ser utilizado como troco, conforme estabelecido em acordo coletivo da categoria de motoristas e cobradores.

Quando acontecem os furtos e os valores levados são bem superiores ao determinado pelo Sistema de Transporte, esses valores são descontados do cobrador; visto que o mesmo não seguiu a regra estabelecida pela convenção coletiva, ficando sujeito às penalidades previstas.

Quando o valor furtado é de R$ 30,00, de acordo com a regra estabelecida, esse valor não é descontado do funcionário.

 

Redação

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