Cidades

Trabalhadores da coleta de lixo cruzam os braços nesta quinta (20)

Os funcionários da empresa Locar, responsável pela coleta de lixo em Cuiabá, cruzaram os braços em frente à empresa cobrando que os 280 funcionários que eram da Ecopav, sejam incorporados pela empresa e não apenas 45.

A Ecopav prestou serviço até 7 de julho deste ano, após a Prefeitura romper contrato, alegando descumprimento de regras, o que acarretou acúmulo de lixo na porta das residências entre outros problemas.

A Prefeitura pagava a Ecopav R$ 1,659 milhão por mês, com o aumento exigido ao Executivo, tiraria dos cofres públicos mais R$ 332 mil por mês. O custo final de dez meses – de janeiro a outubro, prazo em que terminar a licitação – chegaria a quase R$ 3 milhões.

A empresa não aceitou o acordo proposto do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), e de forma amigável, as partes protocolizaram a rescisão do contrato. 

A Prefeitura de Cuiabá, então, chamou a segunda colocada no certame realizado em 2012 – quando a Ecopav venceu a licitação.

Para ela, valeu o mesmo acordo proposto por Emanuel à Ecopav: o valor acordado no certame mais os 4% de correção, que totaliza um montante de R$1,795 milhão mensais para a coleta de 580 toneladas por dia em Cuiabá.

No acordo com a nova empresa, Emanuel fez exigências: a prestadora de serviço deve dar início aos trabalhos no dia 8 de julho, com 30 caminhões coletores, e todos os 300 funcionários que prestam serviços para a Ecopav sejam recontratados pela nova empresa gestora. “Não quero que esses garis sofram com essa turbulência, e percam o emprego, gerando mais um problema social”, ressaltou o prefeito Emanuel.

O Sindicato da Limpeza Urbana de Mato Grosso (Sindilimp-MT), informou que a promessa era de que não haveria desligamentos. “A empresa contratou apenas 35 homens e imporou somente 45 dos da Ecopax. Isso não é o que combinamos”, disse o presidente do Sindicato, Wenderson Alves ao site Gazeta Digital.

A Prefeitura emitiu uma nota, informando que já estava intercedendo para reverter a “ameaça” de suspensão por parte do grupo de trabalhadores nas atividades da nova empresa.

A ameaça de obstrução, segundo a nota da Prefeitura se deu  para o imediato recebimento de parcela dos direitos trabalhistas devidos pela empresa anterior (Ecopav) que teve o contrato rescindido.

“Foram quitados os salários de junho e oito dias trabalhados em julho, além de 30% dos direitos trabalhistas. Existem bens da Ecopav dados em garantia junto aos órgãos de controle que asseguram o pagamento. A empresa informa que está providenciando os recursos para honrar os débitos trabalhistas”, informoram.

 

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Redação

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