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Inadimplência atinge 258 mil consumidores em Cuiabá e preocupa setor do comércio

Cerca de 258 mil consumidores de Cuiabá estavam com o nome negativado em junho deste ano, o equivalente a 48% da população adulta da capital. Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), mostra que a inadimplência cresceu 5,05% na comparação com o mesmo mês de 2025. Apesar da alta, o índice ficou abaixo da média registrada em Mato Grosso, que avançou 7,61% no período.

Na comparação com maio, porém, o número de inadimplentes apresentou queda de 0,65%. O levantamento também revela que os consumidores com restrição de crédito têm idade média de 45,4 anos. Os homens representam 52,04% dos inadimplentes, enquanto as mulheres correspondem a 47,66%. A faixa etária entre 30 e 39 anos concentra o maior percentual de devedores, com 25,45% dos registros.

Os dados apontam ainda que cada consumidor negativado em Cuiabá deve, em média, R$ 6.577,36. O tempo médio de atraso das dívidas é de 29,3 meses. Entre os débitos em aberto, 34,4% permanecem sem pagamento entre um e três anos, enquanto 22,73% já acumulam atraso de quatro a cinco anos. O setor bancário concentra 60,66% das dívidas, seguido pelo comércio (14,72%), contas de água e energia (9,88%), comunicação (2,92%) e outros segmentos (11,82%).

Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, os números reforçam a necessidade de ampliar as ações de educação financeira e acendem um alerta para o impacto das apostas online no orçamento das famílias. Segundo ele, o crescimento desse tipo de atividade tem levado consumidores a comprometerem a renda, recorrerem a empréstimos e acumularem dívidas cada vez maiores, agravando a situação financeira e familiar.

Em Mato Grosso, o cenário também preocupa. O índice de inadimplência avançou 7,61% em junho na comparação anual, e 48,34% da população adulta do estado possui alguma restrição de crédito, segundo o SPC Brasil. Os dados indicam que praticamente um em cada dois mato-grossenses enfrenta dificuldades para manter as contas em dia, refletindo o elevado comprometimento da renda das famílias.

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