Depois de receber alta na noite de segunda-feira (14) do Hospital Geral Universitário (HGU), a estudante Hya Girotto, 21, sobrevivente do atropelamento em frente a boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas em Cuiabá-MT, deverá ser ouvida pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral nos próximos dias, e dependendo do depoimento da jovem, poderá ser indiciada pelo acidente.
De acordo com Christian, Hya deverá ser ouvida até a próxima semana para que o delegado possa concluir o inquérito e imputar a culpabilidade ou não de cada envolvido no acidente que aconteceu no dia 23 de dezembro.
Além da oitiva de Hya, o delegado irá anexar as provas técnicas produzidas pela Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) e juntas às duas conclusões, poderá alterar a culpa da motorista Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, 33, de homicídio culposo, para doloso.
Rafaela segue aguardando o julgamento em liberdade após pagamento de fiança estipulada no valor de R$ 9,5 mil, porém o Juiz Wladymir Perri, da 10ª Vara Criminal, aumentou o valor da fiança inicial para R$ 28,5 mil.
Já Hya recebeu alta e está em casa sendo acompanhada pelos médicos e familiares, e segundo o irmão de Hya, Leandro Girotto, a jovem ainda não sabe da morte dos amigos Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, e Ramon Alcides Viveiros, 25 anos, que também foram atropelados por Rafaela, mas não resistiram aos ferimentos e faleceram.
Nesta terça-feira (15) Leandro postou em uma rede social, um post relatando a indignação com alguns internautas que tem feito ataques a Hya como a culpada pelo acidente, ele chegou a pedir mais compreensão, e respeito a dor dos familiares e principalmente da Hya que perdeu a melhor amiga no atropelamento.
Hya, Myllena e Ramon deixavam a boate por volta de 05h da manhã do dia 23 de dezembro, e caminhavam e dançavam na referida avenida, conforme imagens divulgadas pela polícia, quando em determinado momento, foram atingidos por um veículo Renault Duster Oroch, conduzido por Rafaela Screnci da Costa Ribeiro.
Os policiais que atenderam a ocorrência, no boletim de ocorrência, narram que Rafaela apresenta sinais visíveis de embriaguez, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. A própria Rafaela contou aos policiais que havia feito a ingestão de quatro latas de cerveja horas antes do acidente.
O laudo da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) concluiu que não foi possível identificar o consumo de bebida alcoólica por parte de Rafaela, e com base neste laudo, na audiência de custódia, a condutora que atropelou as três pessoas, foi liberada mediante pagamento de fiança no valor de R$ 9,5 mil.
Ramon foi levado inicialmente para o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá e posteriormente transferido para um hospital particular da Capital onde acabou falecendo no dia 28 de dezembro passado.
Hya também foi para o pronto-socorr de Cuiabá, porém foi transferida por ordem judicial para o Hospital Geral Universitário por necessitar de uma cirurgia cardíaca.
A Delegacia Especializada de Delitos em Trânsito (Deltran) investiga o caso.
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