Cidades

Semob quer trocar semáforos por novos; aparelhos tem 20 anos

A Prefeitura de Cuiabá realizou nesta terça-feira (07) uma audiência pública para debater o projeto de implantação do Parque Semafórico na Capital. O evento aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de educação e contou com a participação de diversas entidades e membros de associações. Na oportunidade, os presentes puderam tirar suas dúvidas e conhecer um pouco mais sobre a implementação dos chamados “semáforos inteligentes”.

Conforme levantamento, Cuiabá possui, atualmente, 125 cruzamentos semafóricos, onde alguns deles chegam a apresentar mais de 20 anos de uso, demandando uma maior aplicação de investimento para manutenção desses aparelhos. A verificação aponta ainda que, somado os últimos cinco anos, o município teve que injetar cerca de R$ 4 milhões em trabalhos de reparos e preservação dos semáforos.

“O prefeito pediu que fosse realizada essa audiência para mostrar a transparência desse processo e tudo o que prefeitura está preparando para a Cuiabá dos 300 anos”, contou o secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo.

Para a aquisição e implantação do sistema inteligente, a Prefeitura aderiu ao pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Aracaju (SE) e contratou uma empresa especialista no trabalho de desenvolvimento de tecnologia para mobilidade urbana. O contrato firmado com a empresa está orçado em R$ 15 milhões, ou seja, R$ 10 milhões abaixo do valor cobrado pela segunda concorrente.

Adaptando-se conforme a demanda e podendo ser controlado remotamente em tempo real, o sistema deve auxiliar na fluidez e na humanização do trânsito cuiabano. O contrato já estabelece também a aplicação de câmeras de vídeo detectores de semáforos, para atuar dentro dos fluxos e dos tempos de abertura e fechamento de ciclos. O software que será instalado receberá ainda painéis de controles variados, controles de agentes, abertura de informações para comunidade e outras diversas ferramentas. Além disso, eles oferecem melhores condições de segurança para o deslocamento de pedestres e pessoas com deficiência, pois terá botoeiras para atender os transeuntes e sonorização para a questão de acessibilidade.

Nessa primeira fase, devem ser instalados 30 equipamentos. Na segunda-feira (13), a região central deverá receber os primeiros semáforos, já contando com a nova tecnologia. Toda a parte de obra deverá ser feita no período noturno e por mapeamento, gerando menos transtorno possível ao cidadão. Os semáforos usados atualmente, conforme pedido do prefeito Emanuel Pinheiro, devem ser destinados ao tráfego em bairros com grandes fluxos.

A empresa disponibilizará treinamento à Prefeitura, para que toda administração seja feita no próprio município, ficando independente da empresa e não existindo mais nenhum tipo de mensalidade, cumprindo, assim, com a exigência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Não queremos manter a municipalidade refém da empresa, o que queremos é a independência”, afirmou o engenheiro da empresa, Marciel Goergien.

Conforme o diretor da empresa, Max França, faz parte do projeto todo o estudo de mobilidade, a avaliação da cidade, toda a rede semafórica. Contando com as peças de reposição, somam 140 semáforos, botoeiras de acessibilidade, postes, toda a parte de instalação e o sistema como um todo.

“Achei muito interessante a abertura de audiência, pois nossos semáforos é um sistema muito atrasado, com muito déficit e é de grande responsabilidade discutirmos, não só sobre o Parque Semafórico, mas também sobre o trâmite legal, como a licitação”, disse o estudante de engenharia de transporte da UFMT, Felipe Godoy Barbosa.

 

Redação

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