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Sabrina Bittencourt, ativista que denunciou João de Deus, se suicida

Ativista e uma das mulheres que ajudaram a desmascarar abusos sexuais de João de Deus, Sabrina Bittencourt, 37 anos, se matou nesse sábado (2), em Barcelona, Espanha. A informação foi confirmada pelo filho dela, Gabriel Baum, nas redes sociais. 

“Ela só se transformou em outra matéria, nós seguiremos por ela. Foi isso que minha mãe me ensinou. Minha mãe me passou o ano todo me preparando, mas nunca estamos preparados. Ela fez mais de 300 vídeos com todas as instruções, deixou tudo em provas, organizado, em um pacote de cartas. Ela não queria ser morta pelas quadrilhas nem pelo câncer. Lutou até o final”, diz um trecho da postagem. 

As denúncias começaram a vir a público em dezembro passado quando o programa Conversa com Bial, da TV Globo, divulgou as primeiras denúncias de abuso sexual. A partir daí outras mulheres que afirmam ser vítimas do médium começaram a procurar as autoridades e a imprensa. Nessa quarta-feira, em sua primeira aparição pública, o médium disse que é inocente e está à disposição da Justiça brasileira. 

O Ministério Público de Goiás recebeu, nos últimos quatro dias, 330 denúncias de abuso sexual contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. As vítimas disseram ser de Goiás, do Distrito Federal, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Pernambuco, do Espírito Santo, do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso do Sul, do Pará e de Santa Catarina. 

João de Deus se instalou em Abadiânia (GO) há 42 anos e mantém a Casa Dom Inácio de Loyola, centro de atendimento espiritual onde o médium costuma atender a pessoas doentes. No local, segundo as denúncias, ele teria abusado sexualmente de mulheres durante atendimentos individuais. O Ministério Público de Goiás pediu ontem a prisão preventiva do médium. (Com Agência Brasil)

Redação

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